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"A ameaça maior está dentro da organização"

Cibersegurança: exposição à Internet e o risco informático

Falar sobre convergência tecnológica, digitalização da economia e da sociedade implica refletir sobre a cibersegurança, o cibercrime e a ciberdefesa. Por esta razão, a AESE convidou o Prof. Pedro Veiga, pioneiro da Internet em Portugal e professor no Departamento de Informática da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, e o contra-almirante António Gameiro Marques para serem oradores no Breakfast Seminar. Este evento foi organizado exclusivamente para Alumni do PADE.

Em 2015, o Conselho de Ministros reconheceu a importância de trabalhar a estrutura de segurança do ciberespaço, combater o cibercrime, proteger as suas infraestruturas, e apostar na educação, sensibilização e prevenção, tal como na investigação, no desenvolvimento e na cooperação para esse fim.

Atualmente, registam-se problemas de ordem técnica e tecnológica, organizativa e de gestão, assim como uma tendência para o aumento da complexidade dos ataques e para a diminuição dos conhecimentos do atacante.

A espionagem industrial e estatal existem, mas também devem ser consideradas outras ameaças internas. Exemplo disso são situações como a de funcionários descontentes, a falta de ética e de consciência de segurança, e ainda erro humano.
 
O Diretor-Geral do Gabinete Nacional de Segurança e da Autoridade Nacional de Segurança, o contra-almirante António Gameiro Marques, explicou como avaliar a pegada digital de uma organização. "Dá sinal de grande risco, resiliência e confiabilidade?"

Destas respostas derivam as implicações da pegada corporativa no negócio.
“Muitas vezes, o dirigente não sabe nem quer saber da Cibersegurança. Essa atitude é altamente arriscada.” O desafio consiste em saber como pode o dirigente, de outras bases de formação, contribuir para a capacitação da sua organização?
Gameiro Marques referiu a importância de conhecer o enquadramento para a Cibersegurança na empresa, os procedimentos para fazer face a um incidente de comprometimento grave da informação e se as ameaças externas e internas são levadas em linha de conta. Qual o modelo de governo existente para estes assuntos e o nível de preparação dos colaboradores são outros temas a considerar.

Como “a ameaça maior está dentro da organização”, a resposta a este desafio passa por “investir fortemente no fator humano”: “a liderança pelo exemplo é uma responsabilidade dos dirigentes. Não se poderá esperar dos colaboradores aquilo que os próprios líderes não fazem por natureza. Se o dirigente não levar a sério as questões da segurança da informação, a sua organização também não o fará."

O tema do encontro suscitou várias perguntas por parte dos presentes, muito empenhados em compreender a fundo o que poderão fazer nas suas próprias empresas para garantir uma maior segurança e saúde do seu rasto digital.


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