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Colômbia: uma economia em crescimento

Though Leadership MBA

“Doing Business in Colombia” foi o tema do Thought Leadership para os Alumni do Executive MBA AESE, realizado a 30 de maio de 2017.

Nesta sessão, os participantes puderam usufruir das lições aprendidas por Paula Ribeiro (3.º Executive MBA AESE), no Consorcio SCTUVIAS, na OPWAY e no grupo MADRE para a Colômbia, Paulo Barradas Rebelo, da Bluepharma Indústria Farmacêutica, da Bluepharma Genéricos e membro do conselho de administração da Luzitin e da A2B também acrescentou os conhecimentos adquiridos ao longo do tempo pelo contacto próximo com o mercado.

Sobre as principais características do mercado colombiano, Paula Ribeiro define:

“É um mercado com aproximadamente 50 M de consumidores. Tem uma economia crescente há mais de 15 anos, com valores que atingiram máximos a rondar os 8 % e que nos últimos anos desceram para números mais moderados (cerca dos 3,5 %).

A Colômbia dispõem de elevados recursos naturais que permitem não estar dependente de um único sector e das oscilações dos mercados externos.

Jurídica e politicamente é estável, o que promove o investimento estrangeiro. A Colombia apoia ao estabelecimento de investimento estrangeiro.

É um país com uma população amável, acolhedora e muito orientada para a concretização de negócios. Tem disponibilidade de profissionais com níveis de formação de acordo com standards internacionais, usualmente de universidades americanas. Tem disponibilidade de mão de obra indiferenciada e a baixos custos. A classe média encontra-se em elevado ritmo de crescimento, com forte apetência pelo consumo de produtos importados.”

Quais as vantagens competitivas do investimento português na Colômbia?
PR: “A Colômbia, tanto a nível da indústria como dos serviços, caracteriza-se por um estado de desenvolvimento de processos que tem correspondência com o mercado nacional na década de 90 .
No setor da construção, por exemplo, dão-se os primeiros passos a nível da legislação e respetiva implementação da segurança no trabalho.
O elevado número de mão de obra indiferenciada de baixo custo desincentiva a industrialização de processos promovendo a morosidade dos mesmos.
Sendo um mercado que desenvolveu por necessidade as suas capacidades internas, exige agora a modernização e desburocratização dos seus processos.”


Quais os principais obstáculos ao sucesso?

PR: “O principal obstáculo ao sucesso prende-se com o desconhecimento do mercado e das suas características particulares, a urgência de resultados financeiros.
A burocracia em processos administrativos impõe morosidade aos processos e penaliza projetos que não contemplam antecipadamente este tipo de situações.
Mas também as suas características geográficas e orográficas que limitam e encarecem de sobre maneira todos os aspetos relacionados com logística, além de promover um acentuado regionalismo gerando regiões cultural e economicamente distintas.”
Depois da sessão seguiu-se um momento de perguntas e respostas entre os particiantes e os oradores.