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Crowdpack: uma solução disruptiva no modelo de entrega

Apresentação pública de NAVES

Criar uma “plataforma colaborativa crowdsourced para a entrega urbana de encomendas afigurou-se uma oportunidade de negócio para Hugo Pinto, Hugo Rechena, Pedro Morais e Ricardo Monteiro. Numa entrevista, Hugo Pinto explica como nasceu este plano de negócio apresentado publicamente, no dia 30 de junho de 2017, no término do 15.º Executive MBA AESE.

Como nasceu a ideia desta empresa?

HP: “A ideia surgiu após termos pensado em diversos potenciais de modelo de negócio que aliassem a tecnologia à resolução de problemas da comunidade. Pensámos primeiramente em soluções relacionadas com a Internet das coisas e com soluções de marketing e gestão de espaços associadas a beacons bluetooth, mas acabámos por concluir que um modelo de negócio crowdsourced associado à logística nas cidades teria um mercado praticamente inexplorado e onde poderíamos desenhar uma oferta verdadeiramente diferenciada.”

Qual a proposta de valor que se propõem oferecer?
HP: “Como projeto de negócio, a CROWDPACK pretende implementar uma plataforma colaborativa para a entrega urbana de encomendas Pessoa a Pessoa, de encomendas de e‐Commerce para lojas físicas, e de refeições a casa, usando uma comunidade de transportadores crowdsourced, ou seja, em que serão cidadãos privados a realizar as entregas, num modelo com algumas semelhanças à Uber Rush, mas com um posicionamento diferente. Trata‐se de um modelo de negócio disruptivo na área da logística para entrega e expedição em meios urbanos. O modelo de negócio baseia‐se em 4 fatores cruciais, fortemente confirmados por análise concorrencial e por um inquérito de mercado:

  • As formas atuais de expedição e receção de encomendas e de comércio eletrónico têm reconhecidamente uma conveniência classificada como muito baixa;
  • Os serviços atuais de maior conveniência com entrega em mão recorrendo a um serviço dedicado ou expresso, têm custos demasiado elevados e estão reservados na prática ao segmento empresarial de envio urgente;
  • Existe um mercado latente de elevadíssimo potencial para a entrega de restauração em casa (potencial crescimento de 200 %), e este mercado só não cresce de forma vigorosa por falta de uma solução de entrega e casa variada e conveniente;
  • Existe um enorme potencial de partilha de valor entre expedidores e transportadores num modelo de crowdsourcing que use os trajetos rotineiros dos transportadores para realizar as entregas necessárias aos expedidores latentes, sem com isso provocar uma alteração profunda da sua vida diária.”

Quais os principais desafios e oportunidades que anteveem com a implementação deste projeto?
HP: “Como desafios temos a escala, visto que é um projeto cujo modelo de negócio prevê um forte investimento inicial em marketing, e a necessidade de crescimento rápido, que é um desafio a todas as plataformas digitais e redes sociais. Quanto a oportunidades, trata-se de um conceito novo, com enorme potencial de crescimento e de gerar valor para a comunidade, além de trazer benefícios ecológicos e sociais.”

Quais os mercados que tencionam explorar?
HP: “O conceito endereça os 3 segmentos já mencionados nas áreas urbanas de Lisboa e Porto, que têm densidade suficiente para o lançamento do conceito. O plano de negócio prevê o potencial de crescimento futuro e lançamento em mercados alvo internacionais já identificados.”

Está nos vossos planos investir neste negócio, concretizando esta ideia no terreno?
HP: “Estamos de momento a falar com potenciais investidores interessados no projeto, mas ainda estamos numa fase prospetiva do interesse do mercado no conceito. O primeiro feedback que temos recebido tanto quanto ao conceito do negócio, como à qualidade do plano de negócio, é bastante estimulante.”

O que ganharam já com este projeto de Naves?
HP: “Pessoalmente, uma amizade profunda entre membros do grupo. Académica e profissionalmente, um conhecimento profundo dos mercados que estudámos e uma experiência muito enriquecedora sobre as diversas áreas a abordar na definição de um modelo de negócio, e como o fazer, incluindo a vertente de estudos de mercado na qual não tínhamos experiência como grupo.”


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