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Inteligência Artificial ao serviço do Marketing

Seminário AESE

“Big Data”, “Machine Learning”, “Predictive Marketing”, “Data Mining” são alguns dos conceitos que têm vindo a entrar no glossário do Marketing e que não podem ser ignorados. Emanuel Branco, Diretor Comercial da Sogenave, participou no seminário “Marketing na era da Inteligência Artificial”, realizado na AESE, a 24 de outubro. Na sua opinião, estes são termos que apesar de generalizados, “a esmagadora maioria dos Gestores em posições-chave nas empresas” não sabe como os integrar na sua Estratégia de Negócio. O dramático (ou o fantástico…) é que a alteração das regras de jogo abre enormes riscos às posições competitivas dos negócios que conduzimos.

O professor Ramiro Martins, com o seu conhecimento concetual e prático e a sua capacidade de comunicação, abre-nos as portas a este admirável mundo novo! Não escondo que a dificuldade que se me depara, é o “como fazer”, “por onde começo”.

 No negócio de Food-Service, penso que são aplicáveis as seguintes funcionalidades:

  • Direcionamento de promoções / comunicações a clientes, com base no seu comportamento de compra, por via de Predictive Marketing;
  • Antecipação de problemas de cobrança por via de Predictive Analytics, com base em registos de comportamento de cobrança;
  • Feedback de clientes / Gestão de reclamações - via de Text Mining;
  • Antecipação de atrasos nas entregas por via de Predictive Analytics;

 Enfim, saí do seminário com a clara noção de que tenho muito para aprender!”


A Vieira Law Firm e a IA ao serviço da eficiência jurídica 
No seminário, houve ainda espaço para Nuno Vieira da Vieira Law Firm, um escritório de advogados composto por 9 pessoas, com sede em Braga, apresentar as motivações que o levaram a propor uma parceria com a IBM e a aplicar a Inteligência Artificial à área jurídica.

Como participante no Executive MBA AESE, Nuno Vieira aproveitou a semana internacional do Programa no IESE de Nova Iorque para equacionar a implementação de temas inovadores com recurso a tecnologia que servissem de fator diferenciador e catapulta para o serviço oferecido.

A Vieira Law Firm é como gosta de apresentar, “a única start up legal em Portugal. A diferença de um escritório comum é que tenta ser disruptiva, trazendo algo novo, contemplando as soluções tecnológicas.” Aliando o facto da advocacia estar a mudar e o desejo de “propiciar uma experiência diferenciadora para o cliente”, encontrou um novo rumo num setor onde se estima que venham a ser necessários menos advogados para fazer o que se faz atualmente e mais para o que há de vir”, por conta do Blockchain, “uma ferramenta que alterará significativamente aquilo que os advogados fazem hoje. O Blockchain “gere inteligentemente o contrato, com uma atualização automática feita ao momento.”

Nuno Vieira observa que “a robotização de todas as profissões já está a ser implementada com eficácia, mas a humanização vai continuar a ser necessária. O mundo não vive só de ideias boas, pois hoje todos têm de ser compliance para que o negócio com grandes empresas aconteça.”

A relação com a IBM partiu de uma “primeira abordagem no sentido de comprar produtos. Hoje são parceiros com dimensão europeia.”