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Internacionalização e Investimento Estrangeiro para o crescimento

Competitividade e peso da China em crescendo

Coube a Adrián Caldart, Professor de Política de Empresa da AESE e do IESE, transmitir à Assembleia de Alumni da AESE as primeiras notícias otimistas extraídas das conclusões do estudo por si coordenado e subordinado ao tema “Internacionalização e Investimento Estrangeiro como ‘drivers’ do crescimento”. De facto, os dados analisados em relação à competitividade da economia portuguesa, das empresas e das estratégias com que estas estão a abordar a nova realidade económica do País, são positivos e permitem encarar o futuro com otimismo.

“Observamos melhores expectativas da parte dos homens de negócios, uma confiança na maior competitividade nas empresas nacionais e uma crescente sofisticação nas empresas, refletidas na preocupação pelas melhorias da gestão e inovação e no interesse em novos mercados antes ‘ignorados’, nomeadamente no continente americano”.   

Para Adrián Caldart, o estudo confirma, relativamente ao aumento da competitividade das empresas portuguesas em relação aos mercados nacionais, a tendência já revelada pelo World Economic Forum (WEF), surgindo 68% dos empresários e executivos inquiridos a considerarem que a empresa portuguesa ganhou competitividade de 2012 para 2013, contra apenas 6% que indicam ter diminuído e 26% que não assinalam diferenças significativas. No entanto, importará sublinhar que entre as micro empresas, que constituem a base do nosso tecido empresarial, prevalece um acentuado pessimismo relativamente à evolução da competitividade no mercado nacional.

Outra boa notícia surge em relação aos objetivos mais relevantes para 2014, em que os mais destacados pelas empresas já não têm a ver com metas económicas ou comerciais, mas sim com aspetos mais ligados ao fortalecimento da organização da empresa, com a prioridade a passar para a melhoria da eficiência e da produtividade das operações e para o aumento da inovação.

No que diz respeito ao investimento direto estrangeiro, o estudo salienta o crescente peso dos recentes investimentos chineses em grandes empresas portuguesas, concluindo que o volume e natureza dos investimentos estrangeiros têm contribuído para melhorar o panorama nacional no plano da sofisticação e da inovação, potenciando assim o aumento das exportações graças a produtos com maior incorporação tecnológica.  
Se compararmos com o ranking dos países investidores em 2009, verifica-se que o Brasil foi destronado do “Top 10” por países como a China e Angola, mas que países como a Espanha, a França e o Reino Unido continuam a totalizar mais de 50% do investimento realizado.     

Novidade há também quanto às áreas geográficas preferidas pelos empresários portugueses para exportarem os seus produtos ou negócios, com a escolha dos países a recair naqueles que apresentem mercados que ofereçam uma conjuntura económica e uma dimensão mais adequadas. Neste capítulo, Angola rendeu o Brasil como mercado prioritário, surgindo alguns pequenos países da América do Sul como novos focos de interesse, enquanto na Ásia é a China que merece maior atenção.

Em conclusão, o coordenador do estudo considera que há motivos para otimismo e que é positivo verificar que o foco está cada vez mais na competência.

Interrogado, no final da apresentação, sobre se as “nuvens económicas” que surgiram no segundo semestre de 2014 não irão colocar em causa a leitura otimista que ressalta do estudo, Adrián Caldart confessou que está intrigado e curioso sobre o que se vai passar. Quanto à contradição de dizermos que a competitividade aumenta quando o emprego diminui, concordou que esse aumento da competitividade pode estar ligado a fatores como a baixa de salários, a sobrecarga de trabalho nas empresas ou a crédito mais barato, mas manifestou a esperança de que o aumento da competitividade nas empresas portuguesas venha a consolidar-se graças a fatores mais positivos.          

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