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O impacto que a Inteligência Aumentada aporta à Justiça

“Augmented Attorney Intelligence”, um encontro exclusivo para os Alumni do Executve LL.M

Lisboa, de 1 de outubo de 2019
“Augmented Attorney Intelligence”
O impacto que a Inteligência Aumentada aporta à Justiça
Como pode a justiça beneficar da Big Data e da tecnologia? A AESE promoveu um encontro entre os Alumni do Executive LL.M da AESE e do CEU Law School de São Paulo, no Brasil, para responder a esta questão e avaliar as oportunidades que existem para os profissionais no exercício ótimo das suas funções. O evento realizou-se em Lisboa, a 1 de outubro de 2019.
“Estamos muito longe de ter um conjunto de ferramentas baseadas em Inteligência Artificial (IA) que pudessem recriar o pensamento humano, os seus sentimentos e as suas emoções.” Nuno Vieira, Partner da Vieira Law Firm, foi o orador convidado a explicar de que forma é possível integrar a IA, aproveitando aquilo que a tecnologia e o ser humano têm de melhor em prol de uma maior eficiência no tratamento dos processos jurídicos. “Estamos no tempo da inteligência aumentada. É possível construirmos máquinas preditivas, trabalhar com realidade virtual, observar as potencialidades do Machine Learning e até nos podemos atrever a antecipar as capacidades da computação quântica e dos seus Qubits.” Posto isto, o que fazer?
À margem da sessão, Nuno Vieira respondeu a questões relacionadas com o tema:
Em que medida o trabalho de jurista está a beneficiar com a utilização da Inteligência Artificial na eficácia do acompanhamento e resolução dos processos?
NV: “A justiça é uma daquelas áreas que tem escapado ao impacto dos dados e da tecnologia. É uma ciência de argumentos, persuasão, emoção e juízo humano. Será que a justiça, a lei, os seus atores e as suas instituições estão a saber evoluir de acordo com os tempos, a tecnologia e o conhecimento científico? Penso que não. Admito que não estamos a saber aproveitar aquela que é a idade de ouro para a justiça. A evolução científica e social  permite o nascimento de novos direitos, no acesso a uma justiça mais próxima do ideal de felicidade, baseada na equidade e na análise do caso concreto. Por outro lado, surge a metodologia processual. Um advogado sem método não conseguirá tirar o máximo proveito das novas ferramentas tecnológicas e com isso deixará de ser competitivo.” 
Quais as principais alterações sentidas nos últimos 2 anos no que toca a esta inovação? 
NV: “Pela primeira vez na história assistimos a uma verdadeira revolução da aplicação da justiça, através da tecnologia e de um vislumbre ontológico outrora desprovido de atenção. Os dados começam a ser usados pelos Estados para melhorar a administração da justiça e as pessoas não querem que se faça simplesmente justiça através de leis gerais e abstratas. Entre nós já existem alterações profundas mas muita gente não se apercebeu. Veja-se a tecnologia Blockchain, os Smart Contracts, os tribunais virtuais - a serem implementados em Inglaterra - e o caso da Estónia que, há mais de dez anos, se vem transformando numa das primeiras sociedades digitais globais.” 
Para o líder da Vieira Law Firm, “o grande objetivo [deste encontro] é o futuro. A AESE sabe que o mundo mudou e quer manter-se como uma escola de negócios pioneira em Portugal. Estamos a debater temas nunca antes tratados em Portugal e a prova disso são as temáticas que trouxemos do Crypto Valley. Estes especialistas sabem que as profissões jurídicas estão em transformação. Surgem  novas indústrias, tais como a recreação de cenários do crime com recurso a realidade aumentada, a possibilidade dos julgamentos virtuais e recurso a hologramas. No que diz respeito  à consultoria empresarial, ela será estratégica e os advogados criativos começam a sentar-se ao lado dos maiores CEO´s globais como  elementos imprescindíveis.”
O encontro terminou com um jantar de confraternização entre os participantes que aproveitaram o momento para aprofundar formas inovadoras de fazer justiça e de investir em soluções criativas para servir melhor os clientes.  
Como pode a justiça beneficar da Big Data e da tecnologia? A AESE promoveu um encontro entre os Alumni do Executive LL.M da AESE e do CEU Law School de São Paulo, no Brasil, para responder a esta questão e avaliar as oportunidades que existem para os profissionais no exercício ótimo das suas funções. O evento realizou-se em Lisboa, a 1 de outubro de 2019.

“Estamos muito longe de ter um conjunto de ferramentas baseadas em Inteligência Artificial (IA) que pudessem recriar o pensamento humano, os seus sentimentos e as suas emoções.” Nuno Vieira, Partner da Vieira Law Firm, foi o orador convidado a explicar de que forma é possível integrar a IA, aproveitando aquilo que a tecnologia e o ser humano têm de melhor em prol de uma maior eficiência no tratamento dos processos jurídicos. “Estamos no tempo da inteligência aumentada. É possível construirmos máquinas preditivas, trabalhar com realidade virtual, observar as potencialidades do Machine Learning e até nos podemos atrever a antecipar as capacidades da computação quântica e dos seus Qubits.” Posto isto, o que fazer?

À margem da sessão, Nuno Vieira respondeu a questões relacionadas com o tema:

Em que medida o trabalho de jurista está a beneficiar com a utilização da Inteligência Artificial na eficácia do acompanhamento e resolução dos processos?
NV:
“A justiça é uma daquelas áreas que tem escapado ao impacto dos dados e da tecnologia. É uma ciência de argumentos, persuasão, emoção e juízo humano. Será que a justiça, a lei, os seus atores e as suas instituições estão a saber evoluir de acordo com os tempos, a tecnologia e o conhecimento científico? Penso que não. Admito que não estamos a saber aproveitar aquela que é a idade de ouro para a justiça. A evolução científica e social  permite o nascimento de novos direitos, no acesso a uma justiça mais próxima do ideal de felicidade, baseada na equidade e na análise do caso concreto. Por outro lado, surge a metodologia processual. Um advogado sem método não conseguirá tirar o máximo proveito das novas ferramentas tecnológicas e com isso deixará de ser competitivo.” 

Quais as principais alterações sentidas nos últimos 2 anos no que toca a esta inovação? 
NV:
“Pela primeira vez na história assistimos a uma verdadeira revolução da aplicação da justiça, através da tecnologia e de um vislumbre ontológico outrora desprovido de atenção. Os dados começam a ser usados pelos Estados para melhorar a administração da justiça e as pessoas não querem que se faça simplesmente justiça através de leis gerais e abstratas. Entre nós já existem alterações profundas mas muita gente não se apercebeu. Veja-se a tecnologia Blockchain, os Smart Contracts, os tribunais virtuais - a serem implementados em Inglaterra - e o caso da Estónia que, há mais de dez anos, se vem transformando numa das primeiras sociedades digitais globais.” Para o líder da Vieira Law Firm, “o grande objetivo [deste encontro] é o futuro. A AESE sabe que o mundo mudou e quer manter-se como uma escola de negócios pioneira em Portugal. Estamos a debater temas nunca antes tratados em Portugal e a prova disso são as temáticas que trouxemos do Crypto Valley. Estes especialistas sabem que as profissões jurídicas estão em transformação. Surgem  novas indústrias, tais como a recreação de cenários do crime com recurso a realidade aumentada, a possibilidade dos julgamentos virtuais e recurso a hologramas. No que diz respeito  à consultoria empresarial, ela será estratégica e os advogados criativos começam a sentar-se ao lado dos maiores CEO´s globais como  elementos imprescindíveis.”

O encontro terminou com um jantar de confraternização entre os participantes que aproveitaram o momento para aprofundar formas inovadoras de fazer justiça e de investir em soluções criativas para servir melhor os clientes.