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Portugal apresenta “as condições ótimas para fazer a gestão dos Millennials”

Encontro do Executive MBA AESE

Guido Stein, Professor do IESE, aceitou o convite para ser orador neste encontro, porque “a AESE é uma magnífica escola de negócios, para a qual é muito claro o essencial. E isso não muda: tem a ver com a natureza humana e é perene. E tem impacto no modo das pessoas liderarem e reagirem. O ambiente dos dirigentes e profissionais que a AESE tem vindo a formar e que tem colocado no mercado, é extraordinário. Além disso, devemos acrescentar alguns traços nacionais de um país que penso reunir condições ótimas para fazer a gestão dos millennials. Isto porque tem a paciência, a sabedoria e o foco do importante de que os millennials necessitam.

Há outros países que parecem mais preparados e isso não acontece. Provavelmente, Portugal não parece tanto, mas, na verdade, está. Para mim, é uma honra e um prazer estar com os meus amigos portugueses, porque esta é uma ocasião para eu aprender e embora não seja millennial, gosto muito de aprender.”

Guido Stein caracterizou os Millennials e partilhou as conclusões da investigação desenvolvida ao longo dos últimos anos sobre esta matéria, a fim de identificar a melhor forma de estabelecer um diálogo intergeracional nas empresas e a garantir o sucesso e a sustentabilidade das mesmas.



O encontro dos Alumni do Executive MBA AESE contemplou um painel de dirigentes e executivos com experiência na integração e fidelização de Millennials nas suas organizações. A Manuel Paula, Diretor de Marketing do El Corte Inglês, a Magda Faria, Associate Manager Axians, e a Eurico Nobre, Professor da AESE de Política Comercial e Marketing, juntou-se Margarida Barreto, Strategic HR Management, Leadership Development & Executive Coach. Na sua intervenção, destacou que apesar dos avanços tecnológicos, as empresas necessitam de pessoas em determinados postos de trabalho técnicos para os quais os candidatos não têm as competências correspondentes. A área de recursos humanos enfrenta um desafio de conversão de profissionais para novas áreas de cariz mais tecnológico. Há muitas empresas que já não procuram colaboradores para realizar funções estanques, mas gestores de projetos, com funções regionais localizadas. Margarida Barreto levantou ainda questões para um debate mais alargado: “Estamos a fazer o que precisa ser feito para desenvolver as pessoas nas organizações? O que se incentiva em ambiente corporativo? Estão as pessoas a lutar para serem líderes?”
O encontro terminou com um colóquio entre os oradores e os participantes das várias edições do programa de MBA.