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Qual o estilo de liderança a adoptar e em que circunstância?

1ª edição do Seminário “Ajudar a minha equipa a crescer"...

Ser um bom dirigente implica ter vários estilos de liderança e aplicá-los dependendo da situação, das pessoas envolvidas e da tarefa que tem em mãos. Como "ninguém usa os estilos de liderança de forma consciente", José Ramón Pin (IESE), Fátima Carioca (AESE) e José Fonseca Pires (AESE), conduziram os participantes no seminário "Ajudar a minha

equipa a crescer" num processo pragmático de auto-conhecimento da maturidade e estilo de direcção. "Para dirigir há que ter uma série de competências e implementá-las. Pô-las em prática de forma espontânea." Para o Prof. Pin, só tornando presente a forma "como lideramos, compreendemos porque não triunfámos".

 

No seu entender, "dirigir é educar" e os dirigentes dispõem de instrumentos valiosos na direcção de pessoas, muitas vezes subestimados. "O dirigente pode trabalhar intensamente as motivações intrínsecas", que se prendem com o aperfeiçoamento de capacidades e melhoria do desempenho individual. Como? "Explicando em que medida o trabalho do colaborador serve os objectivos do departamento e da organização." Fruto da experiência Hawthorne, ficou comprovado que os factores sociais condicionam a rendibilidade no trabalho, mais do que as questões técnicas. Facto que leva a crer que "quando se quer trabalhar, trabalha-se mais do que é expectável".

 

O estilo de liderança adoptado por um dirigente pode ser orientado para as pessoas ou para as tarefas. Não havendo um estilo de liderança melhor, o estilo situacional permite um maior dinamismo e ajustamento às circunstâncias vividas. Portanto, "convém que um responsável de empresa tenha vários estilos de liderança. O problema é saber qual dos estilos de direcção devo aplicar?", tendo em conta a "instituição, o clima, os valores e as urgências".

 

Uma das razões mais conhecidas para a saída de um colaborador de uma empresa, prende-se com a relação deste com a chefia directa e não tanto com a organização. Através do Método da AESE, o Prof. Fonseca Pires moderou a discussão sobre um conflito entre chefia e um colaborador.

 

A importância do coaching para os dirigentes foi explicada pela Prof.ª Fátima Carioca. Este "processo de melhoria persona-lizada e sistemática de comportamentos, ligados às competências directivas, realizado com auxílio de um coach", permite traçar-se um plano de acção rumo ao aperfeiçoamento. Com base neste pressuposto, a Prof.ª Fátima Carioca aprofundou o tema, distinguindo entre a vontade, promotora de acção, e o conhecimento, que conjugados, podem potenciar o efeito ou anulá-lo. O investimento na "relação com os colaboradores ajuda o próprio dirigente a ser melhor, assim como a sua equipa."

 

Atrair e fidelizar o talento é um desafio para todas as organizações, sobretudo, em época de crise.