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Cortiça: um sector estratégico para Portugal

Armando Sevinate Pinto, da AGROGES, e António Rios Amorim, da CORTICEIRA AMORIM, debatem na AESE os desafios da Fileira da Cortiça.

Os desafios acalentados pela “Fileira da Cortiça” trouxeram cerca de 70 dirigentes de empresas à AESE para debater o tema com Armando Sevinate Pinto, da AGROGES e António Rios Amorim, da CORTICEIRA AMORIM. A sessão teve lugar na AESE, no dia 7 de Setembro.

A cortiça é considerada o produto agrícola português mais rentável, com características singulares, algumas das quais por descobrir. Para Armando Sevinate Pinto “o sobreiro é um património universal e uma herança a preservar”. Trata-se de “um sector estratégico para Portugal” que representa 9% do PIB nacional.

A sustentabilidade dos montados, a sanidade e o declínio dos sobreiros são algumas das questões que se colocam relativamente à fileira da cortiça. A concorrência foi outro dos aspectos apontados, sendo que 2/3 da produção são alocados ao fabrico de rolhas. Segundo Sevinate Pinto, existe uma insuficiência do desenvolvimento científico nas funcionalidades que a cortiça pode vir a ter, o que conduz a uma “excessiva dependência da rolha”. 

A CORTICEIRA AMORIM é detentora de 35% de transformação mundial de cortiça. Segundo António Rios Amorim, “no final dos anos 90, a cortiça foi ameaçada por produtos alternativos, como as cápsulas de plástico e alumínio”. A resposta da empresa reflectiu-se no investimento e na melhoria da qualidade do produto com o intuito de fazer face à concorrência. A aposta no desenvolvimento de medidas curativas, validadas por quatro laboratórios internacionais contribui significativamente para o aumento da credibilidade da cortiça. “71% dos consumidores norte-americanos preferem rolhas de cortiça natural” e com o investimento feito em I&D, o CEO da CORTICEIRA AMORIM pode dizer que “hoje, tecnicamente, não temos telhados de vidro”.

Os desafios futuros visam um forte investimento em I&D e design para reafirmar a cortiça como o vedante de eleição ainda que mais “user friendly”, e na construção e na decoração. O objectivo é o de multiplicar os exemplos como o da Sagrada Família, em Barcelona, cujo pavimento foi utilizado para tornar um espaço frio mais acolhedor, com melhor acústica e um toque de modernidade.