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Governador do Banco de Portugal acredita no relançamento da economia portuguesa

Carlos Costa esteve na AESE, a 27 de Outubro, para uma sessão sobre “os desafios imediatos e futuros da economia Portuguesa”.

O Governador do Banco de Portugal, esteve na AESE, a 27 de Outubro, para uma sessão sobre “os desafios imediatos e futuros da economia Portuguesa”.

“A sociedade portuguesa está confrontada hoje com uma situação muito difícil e tem de encontrar uma solução no contexto nacional e europeu, também ele muito complexo.”

Apesar da união monetária existente, a união económica europeia não é plena, facto que cria relações de desequilíbrio entre os estados membros. “A crise que migrou dos EUA para o norte da Europa fez com que constatássemos que havia estados que não tinham liquidez” tornando clara a hipótese de casos de insolvência. Daí “o Conselho Europeu ter de tomar uma decisão inequívoca quanto a esta questão.”

No imediato, Portugal tem de respeitar regras básicas para a recuperação económica do país: “é preciso criar condições para que a economia portuguesa volte ao mercado financeiro, fazendo prova de que as finanças públicas estão numa trajectória sustentável e é viável a consolidação orçamental”. Por outro lado, a economia tem de ser capaz de gerar o rendimento necessário para pagar o endividamento externo, sendo que “o desafio é fazer um processo de ajustamento capaz de relançar a breve prazo a economia portuguesa.”

“Temos de nos situar a nível das economias europeias médias. Temos de olhar para a produtividade como uma coisa que interessa às empresas e aos trabalhadores.” Este facto, segundo Carlos Costa depende de 3 factores fundamentais: a educação, a investigação e o desenvolvimento tecnológico, e a formação profissional. “Temos de criar um diálogo entre os motores que são as empresas e os carborantes que são estes três factores”.

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