Luís Mendes Galhanas
Formar adultos não é fácil. Formar adultos, profissionais da área da saúde e gestores, é um desafio triplamente difícil. Conciliar percursos pessoais, profissionais e sociais, com experiencias de vida de pessoas tão diferentes do sector da saúde, foi uma aposta forte que a AESE fez. E foi uma aposta ganha, através do PADIS.
Este programa, deu-me a oportunidade de, num ambiente estruturado, aberto e amigável, discutir ideias, trocar impressões e pontos de vista que, num outro tipo de formação mais clássica não seria possível. Com os estudos de caso, individualmente e em grupo aprendemos, desaprendemos e reaprendemos a realidade de cada um de nós e a realidade de todos.
Construímos, desconstruímos e reconstruímos ideias. No encontro com pessoas diferentes, modifiquei-me a mim mesmo.
Ampliei qualificações e desenvolvi competências que me deram uma visão do hospital, não só como uma entidade social ou económica, mas também como uma organização em constante mutação, na qual se impõe o desenvolvimento de práticas sistemáticas para gerir a autotransformação.
Percebi que há que quebrar paradigmas, arriscar, ousar e reconfigurar, na busca da excelência da prestação de cuidados de saúde. Um bom exemplo disso está expresso no quotidiano da Clinica Universitária de Navarra, instituição que tivemos o privilégio de vistar.
Gostaria de sublinhar que a estruturação do percurso formativo esteve de tal forma alinhada com as necessidades do grupo, que o tempo pareceu não passar, mas antes fluir. Para que isto acontecesse (e nada acontece por acaso), tudo se deveu ao empenho, profissionalismo, carinho e envolvimento de toda a equipa da AESE e aos colegas do PADIS.
A todos o meu obrigado.
Luís Mendes Galhanas
Vogal Consultivo
Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa





