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A transição energética é a estratégia económica do país

18/11/2021

“Muito mudou, quando se fala de clima e de transição energética.” Foi sobre essa alteração de paradigma que Nuno Lacasta, Presidente da APA – Agência Portuguesa do Ambiente, fez incidir a sua apresentação no Breakfast Seminar do AMEG, realizado na AESE, a 18 de novembro de 2021. O tema proposto para debate com os Alumni do AMEG e seus convidados foi “De Paris a Glasgow: tempo perdido?”.


Atualmente, a questão ambiental já faz parte da agenda de uma audiência “mais sofisticada”. Porém, os curricula de gestão estão ainda aquém de formar dirigentes para a questão ambiental e para o risco dos investimentos a médio e longo prazo. Por essa razão, Nuno Lacasta congratulou a AESE e a APE pelo programa AMEG e lançou desafios para se repensar o papel das Escolas de Negócios na capacitação dos decisores.


Segundo o orador, a comunidade internacional tem consciência da tomada de decisão relativamente a temas como a descarbonização, a desflorestação e a redução da emissão de gás metano.
“Glasgow foi importante para que os países emergentes conseguissem comprometer-se”, através de métricas, e reposicionarem-se relativamente aos membros da OCDE e da UE. “Havia muito trabalho feito de Quioto, mas era muito importante chegar a um acordo.”


O Presidente da APA mostrou-se otimista sobre o trabalho desenvolvido a nível nacional: “Portugal tem todo o potencial para continuar na senda da descarbonização. A sociedade portuguesa está mais sofisticada do que estava há 10 anos atrás. Temos mais capacidade para implementar estes projetos”. Na verdade, Lacasta defende que “a transição energética é a estratégia económica do país”, já que juntamente com “a descarbonização são a possibilidade de termos alguma reindustrialização.”

O Breakfast Seminar terminou com perguntas colocadas pelos participantes ao orador.