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Filipe Janela

Filipe Janela, Business Director – Centralised & Point of Care Solutions da Roche

Alumnus do Executive MBA AESE

Pessoas, Negócio e a Inovação são os 3 pilares na trajetória pessoal e profissional de Filipe Janela. O Business Director – Centralised & Point of Care Solutions da Roche, destaca a humildade e a disponibilidade de aprender e partilhar conhecimento como fatores determinantes para “criarmos relações de confiança extraordinárias que nos projetam para sucessos, os quais, à partida, nos pareciam impossíveis de alcançar.” Acredita que a integridade e o respeito por valores sólidos determinam um líder completo e capaz de mobilizar equipas resilientes, solidárias e comprometidas.”

Em 2012, o seu caminho cruzou-se com o da AESE, tendo recebido o diploma do Executive MBA . Questionado sobre o futuro, imagina-se “ligado a um contexto de multinacional, de base tecnológica, com forte impacto social, nos setores da Saúde, Energia e Mobilidade.

 


Quais os principais marcos na sua trajetória profissional, que contribuíram para chegar à posição de Business Director – Centralised & Point of Care Solutions na Roche?
A minha carreira profissional é fortemente marcada por três grandes componentes que decisivamente marcaram a minha trajectória: Pessoas, Negócio e a Inovação.

As Pessoas, pelo privilégio que tem sido aprender todos os dias com os profissionais com os quais tenho trabalhado e pela possibilidade de os desafiar em cada momento a pensar de forma diferente, a construir soluções de valor e a desenvolverem as suas competências profissionais e humanas.
O Negócio, numa perspetiva abrangente daquilo que representa enquanto atividade económica, fator de desenvolvimento e contributo social. Fui desenvolvendo esta perspetiva ao longo da minha carreira, mas devo destacar a realização do MBA da AESE (10.ª edição), como um momento determinante para, enquanto líder, desenvolver esta visão holística da actividade empresarial e do seu contributo social.
Por fim, a Inovação, a procura incessante por conhecimento, por adicionar valor em cada simples tarefa que realizo, e por mobilizar aqueles com quem trabalho para uma atitude de constante procura da excelência, do valor e da inovação.
A consolidação destas três componentes fazem de mim o profissional, o líder e o ser humano que hoje sou e que considero determinantes no desenvolvimento da minha carreira.


Quais foram as suas principais conquistas?
Como principais conquistas ao longo da minha carreira, resumiria em duas principais vertentes. Por um lado, os diferentes sucessos, metas e reconhecimentos alcançados ao longo da minha carreira pelo facto de ousar pensar diferente e, com isso, construir com as minhas equipas soluções também elas altamente diferenciadoras, que nos permitiram alcançar sucessos empresariais únicos.

Por outro lado, o desenvolvimento constante das pessoas com quem trabalhei, que as levou a alcançar novos objetivos e novas etapas de desenvolvimento das suas carreiras. Sinto-me privilegiado por, ao longo da minha carreira, ter-me cruzado muitas pessoas fantásticas, com as quais pude trabalhar no seu desenvolvimento, quer numa vertente de competências profissionais, quer no seu plano mais humano, capacitando-as para evoluírem de forma destacada nas suas carreiras profissionais.


Quais as principais lições que o tornam o dirigente que é hoje?
Como principais lições, destacaria a humildade para todos os dias continuarmos a aprender e termos a disponibilidade para partilhar esse conhecimento com todos os que nos rodeiam, tornando as organizações e as suas pessoas cada vez mais fortes e sustentáveis. Na mesma linha de pensamento, destacaria a possibilidade de nos rodeamos de pessoas que nos desafiam, que nos complementam e, com isso, criarmos relações de confiança extraordinárias que nos projectam para sucessos que, à partida, nos pareciam impossíveis de alcançar.


Quais os valores pelos quais se rege e que transmite às suas equipas?
De forma muito clara, tenho a integridade e a confiança como valores fundamentais de qualquer processo de liderança e gestão de equipas. Só sendo líderes íntegros e assentes numa estrutura de valores muito consolidada, poderemos ser líderes completos e mobilizadores de equipas. A confiança, como catalisador de equipas extremamente resilientes, solidárias e comprometidas, indutoras de performances excecionais.


Se pudesse recuar no tempo, o que faria diferente?
As decisões que tomamos são resultado de um determinado enquadramento e circunstâncias, pelo que não sei se faria algo de diferente. No entanto, deixaria, mais a título de conselho, uma reflexão precisamente sobre o momento mais adequado para a realização do Executive MBA AESE. Tendo por base de formação engenharia e, aos 28 anos, assumir pela primeira vez uma posição de direção na empresa onde estava, senti uma clara necessidade de aprender e capacitar-me em áreas como finanças, estratégia, gestão de RH, organização corporativa, entre outros temas, que me levaram a realizar o Executive MBA na AESE.

No entanto, olhando hoje para trás, e considerando o modelo do caso e partilha de experiências com os restantes colegas que caraterizam o Executive MBA da AESE, muitas vezes questiono-me se, com aquela idade e experiência, não possa ter feito o MBA um pouco cedo. Face à riqueza das discussões nos trabalhos de grupo e nos plenários, proveniente dos conteúdos discutidos mas, em grande medida, da partilha de colegas mais experientes, não tenho a certeza de ter explorado na sua plenitude e tirado o máximo proveito dessa experiência, em alternativa a tirar o MBA um par de anos mais tarde. Fica a reflexão.


Profissionalmente, como se vê daqui a 5 anos?
Possivelmente, continuarei ligado a um contexto de multinacional, de base tecnológica, com forte impacto social e que atue em setores que muito me atraem como a Saúde, Energia e Mobilidade.

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