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Patrícia Relvas

Iberian Region Business Controller Cereal Partners Worldwide da Nestle & General Mills

Alumna do Executive MBA AESE

Perseguir novos desafios é o que mobiliza Patrícia Relvas, para quem uma atitude positiva e celebrar as pequenas vitórias, inspira” a ir mais além, entregando mais do que se poderia estimar.

Em 2011, a atual Regional Co-Pilot Cereal Partners da Nestle & General Mills, concluiu o Executive MBA AESE. Trabalhar com várias equipas, locais e internacionais, tem sido uma das suas principais conquistas. Neste percurso, para além da “aprendizagem de soft skills”, destaca também as chefias que a têm “marcado pelo exemplo” e, que, no conjunto, fazem de si a líder que é hoje.


Quais os principais marcos na sua trajetória profissional, que contribuíram para chegar à posição na qual se encontra?
21 anos de experiência, oficialmente com duas empresas, porém na realidade, com uma média de dois anos por função, permitiu-me crescer a nível de competências, tanto técnicas como comportamentais.
Iniciei a minha carreira em consultadoria na Ernst & Young, por ser uma boa escola para a realidade profissional. Posteriormente, a Cap Gemini Ernst & Young, que me concedeu um boost inicial durante 2 anos e meio.
Durante os meus 18 anos na Nestlé, sempre na área financeira, tive experiências diversificadas tanto em áreas de negócio, como na corporativa, incluindo uma missão internacional em Barcelona, e a participação num projeto de empreendedorismo.
Ao integrar diferentes áreas de negócio como Business Controller (Chilled Dairy, Nestle Nutrition, Confectionery, Dairy, Food, Cereal) cresci em expertise, através de especificidades de cada portfolio, marca, ferramentas e processos.
A experiência nas áreas corporativas, com a realidade de equipas maiores, permitiu-me não só fortalecer competências de liderança, como também revigorou o meu conhecimento técnico (ex: Control Framework, responsável do departamento de custo de produto, responsável de Decision Support, responsável de Corporate Sales Controlling).
Atualmente, assumo uma posição de caráter Ibérico, como Regional Co-Pilot Cereal Partners.


Quais foram as suas principais conquistas?
Uma das minhas principais conquistas, ligada ao fórum competências funcionais, foi o equilíbro entre as visões macro e micro. No dia a dia, temos que assegurar o output nos timings. Isto num contexto de inúmeras prioridades, com recursos limitados, implica pragmatismo sem comprometer a qualidade. Com o background da minha experiência, consegui o equilíbrio de poder ter uma visão integrada e abrangente, e nos casos em que é necessário um deep dive, poder ir mais ao detalhe.
Ao trabalhar com inúmeras equipas, quer as do mercado, quer as da região, e numa realidade de hierarquia matricial, considero como uma das minhas principais conquistas, a aprendizagem de soft skills, através de chefias que me marcaram pelo exemplo.


Quais as principais lições que a tornam a dirigente que é hoje?
Desafiarmo-nos a sair da zona de conforto! Quer seja uma nova função, ou uma participação num projeto, por vezes, vem acompanhado com a sensação butterfly belly, acarretando um investimento de tempo acrescido, para garantir um bom desempenho, rapidamente. Mas o retorno do learn by doing é mais do que a parte tangível, pois vamos construindo a nossa própria empregabilidade e atestando que somos capazes.
Garantir envolvimento cross funcional! Às vezes, há a perceção de que os números são dos financeiros. Envolvendo os vários stakeholders nas assumptions, no asessment de riscos/oportunidades, na identificação/tomada de decisão de medidas, geramos um forte senso de propriedade compartilhada, para conseguirmos como equipa atingir os “nossos” números.


Quais os valores pelos quais se rege e que transmite às suas equipas?
Dar o exemplo. Garantindo que as ações vão além da própria função, seguindo princípios e valores. Gerando um clima de confiança, em que possamos como equipa, de forma pró-ativa, aprender com a experiência, para melhorar.
Energize & Engage! Dedicamos muitas horas de cada dia ao nosso trabalho. Uma atitude positiva e celebrar as pequenas vitórias, inspira (a nós e aos outros) a perseguir objetivos e entregar além do que pensámos que se poderia chegar.


Se pudesse recuar no tempo, o que faria diferente?
Tive o privilégio de fazer uma rotação de função, superior à média, mas na prática sempre na área financeira.
Ter experiências fora da área financeira, mesmo que de forma temporária, poderiam ter contribuído para uma visão ainda mais ampla, preservando a solidez financeira.


Profissionalmente, como se vê daqui a 5 anos?
“O Futuro a Deus Pertence”.
Há um mundo de hipóteses!
Não quero fechar a porta a novas possibilidades.
Estou disponível para abraçar novos desafios.

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