A local phenomenon or the “not so fast food” global revolution
António Cunha Araújo, um dos três amigos que fundaram a start-up portuguesa H3 e o responsável pela expansão da empresa, encontrava-se confortavelmente sentado no seu escritório quando sintetizou o percurso de sucesso da empresa de restauração, então com três anos de existência: “Felizmente, o nosso principal desafio sempre foi escolher entre o bom e o excelente.” Do outro lado do gabinete, um mapa-múndi artisticamente gravado na parede exibia a legenda “H3 Future Stores”, assinalada com um alfinete azul-claro. Todo o mundo estava coberto de alfinetes na cor distintiva da H3… com exceção da Índia, uma vez que “não consomem carne bovina”.
No final de 2010, a H3 competia em 33 dos principais centros comerciais portugueses, nas respetivas áreas de restauração, produzindo cerca de 10 000 hambúrgueres por dia e prestes a atingir uma faturação anual de 22 milhões de euros. Este crescimento recorde no mercado nacional deu asas ao sonho da expansão internacional. A H3 preparava-se para entrar na Polónia e em Espanha durante o primeiro semestre de 2011, assinalando assim os dois primeiros países no processo de internacionalização do fenómeno português do “Not So Fast Food”.
Contudo, se a empresa se preparava para replicar o seu conceito de sucesso na distante Varsóvia, a expansão em Espanha exigiria que as lojas rápidas e trendy da H3 saíssem da sua zona de conforto: as praças de restauração. Pintar o mapa-múndi de azul-claro tornara-se a ambição maior da empresa, e decidir onde e como colocar os próximos alfinetes era um dilema cada vez mais crítico para os “hamburgologists”.