CASO DE ESTUDO

TAP AIR PORTUGAL

Operações, Tecnologia e Inovação
Professor Supervisor
Miguel Guerreiro
Autor
Jorge Cravidão
Autor
Susana Teixeira
Autor
Tiago Cordeiro
| 01 Set 2022 | 3 min of reading

01 Set 2022 | 3 min of reading

Professor Supervisor
Miguel Guerreiro
Autor
Jorge Cravidão
Autor
Susana Teixeira
Autor
Tiago Cordeiro
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Os desafios da Manutenção

Com os primeiros raios de sol da manhã, acordou na sua cama. Era dia de ano novo e, ainda ensonada, Christine decide levantar-se e preparar um café para iniciar o ano plena de energia. Enquanto está na cozinha liga a televisão. Estão a noticiar as festas de passagem de ano no Brasil… Pessoas vestidas de branco na praia a fazer oferendas a Iemanjá, a pedir proteção e paz para o ano seguinte.

Recordou a sua última viagem ao Brasil. Christine Ourmières-Widener é a nova CEO da TAP Air Portugal e viajou há pouco tempo a este país para conhecer a TAP Manutenção & Engenharia Brasil (M&E Brasil), uma empresa associada com 500 trabalhadores, que dá apoio à manutenção de aviões a terceiros e aos Airbus A330 da frota da TAP.

Naquele momento, sabia que a TAP se tinha comprometido em alienar esta unidade como parte do plano de reestruturação aprovado por Bruxelas em dezembro de 2021, e isso preocupava-a.

A importância desta reestruturação estava bem patente nas palavras de Margrethe Vestager, vice-presidente da Comissão Europeia com a pasta da Concorrência: “o plano de reestruturação foi aprovado e vai assegurar que a TAP [seguirá] o caminho da viabilidade de longo prazo”. Também sabia que a unidade de manutenção em Lisboa estava a funcionar nos últimos anos em plena capacidade para manter, quase em exclusivo, a frota de aviões da TAP. A encomenda dos novos Airbus (14 A330Neo e 39 A320/21Neo), que começaram faseadamente a entrar em operação em 2017, trouxeram uma pressão adicional nesta unidade de manutenção.

Christine sentia que estava perante um grande desafio. Sem contar com o serviço a terceiros, a unidade M&E Brasil tinha efetuado entre 8 a 12 inspeções C-Check dos Airbus A330 mais antigos da TAP durante os invernos IATA (outubro a março) de 2016 a 2020, versus 1 a 4 inspeções em Lisboa.

É certo que os aviões mais novos requerem menos tempo de inspeção, mas com os hangares da TAP M&E Lisboa na sua capacidade máxima e sem poder recorrer à unidade no Brasil, como poderá a TAP garantir a manutenção da sua frota no futuro?” – questionava-se.

Dada a exigência na qualidade das inspeções, a infraestrutura atual, os meios físicos e os recursos humanos afetos a cada manutenção, como poderá manter o cumprimento do planeamento previsto para a manutenção da frota TAP sem atrasos na entrega dos aviões à operação, a curto e
médio prazo?

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