insight #129

Saúde mental nas empresas

23 Out 2025 | 3 min de leitura

Jose Fonseca Pires Quadrado
José Fonseca Pires Responsável Académico da Área de Fator Humano na Organização e Membro da Direção da AESE
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Pedro Afonso Psiquiatra e Professor de Fator Humano na Organização da AESE Business School

A saúde mental no trabalho tem vindo a ganhar destaque nas agendas das organizações mais competitivas e sustentáveis. Num contexto de rápidas transformações, novas pressões e modelos híbridos de trabalho, garantir o bem-estar psicológico dos colaboradores deixou de ser apenas uma preocupação social para se tornar um fator estratégico de gestão. Ambientes de trabalho mentalmente saudáveis promovem a motivação, a cooperação e a inovação, ao mesmo tempo que reduzem custos associados ao absentismo, à dificuldade em reter talento, ao burnout e às doenças relacionadas com o stress ocupacional.

Melhorar a saúde mental no trabalho contribui para criar um ambiente laboral mais positivo e saudável; reduzir custos associados à doença e ao absentismo; aumentar a produtividade e a satisfação profissional; e fomentar relações interpessoais mais humanas e saudáveis.

Reconhecendo esta relevância e a necessidade de intervenções sustentadas em evidência científica, a AESE Business School decidiu avaliar, de forma sistemática e quantificada, quais as práticas organizacionais que mais influenciam positivamente a percepção de saúde mental no trabalho. Este estudo pretende ser um contributo científico e prático para apoiar líderes e organizações na implementação de medidas que beneficiem simultaneamente os colaboradores e os resultados empresariais.

O estudo envolveu 598 alumni da AESE e analisou 10 medidas organizacionais destinadas a promover a saúde mental no trabalho, avaliando a sua aplicação nas empresas e o impacto na percepção de bem-estar dos colaboradores, através de uma autoavaliação no contexto laboral.

Os resultados permitiram identificar as medidas com maior impacto positivo na saúde mental dos colaboradores.

Existem soluções eficazes para este problema que afeta profundamente pessoas e organizações, e que tem sido alvo de inúmeras análises e diagnósticos.

No estudo “As 5 medidas mais eficazes para melhorar a saúde mental no trabalho” — cujos resultados completos serão brevemente divulgados — Pedro Afonso e José Fonseca Pires (da AESE Business School) e Miguel Fonseca (da Universidade Nova de Lisboa) identificaram não só o impacto de várias medidas na percepção de bem-estar dos colaboradores, como também o grau da sua implementação nas empresas, apontando assim soluções práticas para combater este flagelo.

Os testes estatísticos realizados revelaram quais destas medidas estão mais associadas a uma menor percentagem de colaboradores com uma percepção negativa da sua saúde mental. É nestas que as empresas devem investir, tendo em conta o seu contexto e setor de atividade. E há várias destas medidas que ainda são pouco aplicadas nas empresas portuguesas…

Temos, portanto, uma boa e uma menos boa notícia: por um lado, existem soluções eficazes para melhorar a saúde mental dos trabalhadores; por outro, ainda há um longo caminho a percorrer.

Cabe a cada líder e dirigente empresarial desenvolver e promover políticas que se ajustem aos seus colaboradores, ao seu setor e ao seu contexto, de forma consistente e profunda.

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