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Nunca deixar de aprender, nem de se adaptar

| 26 set 2025 | 4 min of reading

26 set 2025 | 4 min de leitura

Vasco Falcão, CEO da Konica Minolta Portugal e Espanha e Alumnus do AESE Executive MBA, foi o orador convidado para inaugurar as MBA Talks do segundo ano da 24.ª edição do Programa. A sessão, realizada no dia 26 de setembro de 2026, no Campus AESE Lisboa, teve como mote “ideias para projetar o presente e inspirar o futuro”.

Resiliência e coragem ao longo do percurso

Prestes a partir para a semana internacional no Japão, os participantes ouviram de Vasco Falcão princípios que têm guiado a sua vida pessoal e profissional, marcada por desafios de escala global. Desde cedo, a resiliência tornou-se um pilar, assim como a crença nas oportunidades e a coragem de seguir caminhos incertos. “As carreiras são frágeis”, sublinhou, defendendo a importância de não ter medo e de confiar nas equipas.


Recordando a primeira desilusão profissional, com humor, destacou as lições retiradas das experiências iniciais. Na Deloitte, aprendeu disciplina, rigor e a trabalhar sob pressão, reconhecendo que “os números não mentem, mas por trás deles há sempre uma história”. Na transição para a consultoria, o contacto com clientes distintos exigiu mais criatividade e ampliou a sua capacidade de escuta, expressão e comunicação.



Liderança baseada em humildade e confiança

Para Vasco Falcão, humildade é condição essencial de quem lidera. “Gerar confiança nas pessoas é fundamental para vender ideias e alcançar resultados.”


O seu percurso na Konica Minolta começou cedo, quando foi contratado como Diretor Financeiro e assumiu o desafio da fusão de cinco empresas, que deu origem à Konica Minolta Business Solutions Portugal. Lidar com a incerteza e o risco de perder o emprego reforçou a sua determinação.


Aos 33 anos, tornou-se Diretor-Geral em Portugal. A juventude, que poderia ter sido um obstáculo, foi superada com a atribuição de um tutor pela cultura japonesa da organização. Sob a sua liderança – e com exceção do período da pandemia-, a Konica Minolta cresceu de forma consistente, sustentada na tríade colaboradores–clientes–resultados: “quando tratamos bem as nossas pessoas, elas tratam bem os clientes”.



A prática de decidir e a consistência cultural

Perante situações de elevado stress, Vasco Falcão aprendeu que “um líder não tem de ter respostas para tudo. Por vezes, trata-se de fazer as perguntas certas às pessoas certas e saber ouvir”.


A fusão de cinco culturas empresariais distintas foi um dos maiores desafios que enfrentou. Para si, uma cultura organizacional sólida é essencial para que a estratégia seja partilhada e o alinhamento das pessoas se concretize.


O AESE Executive MBA foi determinante no seu desenvolvimento, permitindo-lhe estruturar melhor as decisões do dia a dia. Após concluir o programa, foi convidado a assumir também responsabilidades de marketing para o sul da Europa, o que lhe abriu horizontes globais e consolidou a sua capacidade de pensar além de um mercado específico.



Uma visão global e sustentável

A experiência de trabalhar diretamente com o CEO da Konica Minolta no Japão deu-lhe uma perspetiva única sobre a complexidade cultural e sobre a importância da diversidade. Hoje, lidera mais de mil colaboradores em Portugal e Espanha, incentivando a adaptação constante num setor em transformação. O seu propósito: garantir sustentabilidade para as pessoas e para a organização.



Lições-chave de Vasco Falcão

  • Em jeito de síntese, o CEO destacou cinco mensagens centrais:
  • A execução deve superar a capacidade de gerar ideias – disciplina e ritmo são críticos;
  • As pessoas são o ativo mais valioso num mundo volátil;A resiliência é decisiva perante a adversidade;
  • A humildade deve prevalecer sobre o ego;
  • Ter perspetiva é ter poder.


Para os atuais participantes do Executive MBA da AESE, reforçou ainda:

  • As carreiras não são lineares;
  • É preciso assumir riscos cedo;
  • Aprender nunca deve parar;
  • O pensamento deve ter escala global;
  • Procurar impacto deve ser a meta, mais do que os títulos.
  • Crescimento através do desconforto



No espaço de perguntas e respostas, partilhou que a estabilidade é necessária para pensar estrategicamente, mas foi o desconforto vivido, em várias fases da carreira, que potenciou o crescimento.


“Quando procuramos contribuir para a sociedade, não nos podemos contentar com pouco”, afirmou. Para Vasco Falcão, nenhum desafio deve desanimar quando o foco está na excelência: “fazer as coisas bem e certas traz tranquilidade, mesmo que nem sempre possamos mudar as circunstâncias”.

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