CASO DE ESTUDO

MÉDIS

Study Case
Professor Supervisor
Vasco Bordado
Autor
Ana Cabral Aguiar
Autor
Bárbara Almeida Marques
Autor
Hugo Dinis Aparas
Autor
Inês Santos da Silva
Autor
João Antão de Oliveira
Autor
Telma Cunha dos Santos
| 02 Out 2010 | 3 minde leitura

02 Out 2010 | 3 minde leitura

Professor Supervisor
Vasco Bordado
Autor
Ana Cabral Aguiar
Autor
Bárbara Almeida Marques
Autor
Hugo Dinis Aparas
Autor
Inês Santos da Silva
Autor
João Antão de Oliveira
Autor
Telma Cunha dos Santos
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A equipa Médis é confrontada com uma inesperada e profunda mudança estrutural

No final do 3º trimestre de 2004, a equipa Médis, constituída por Francisco Henriques (director geral), Pedro Gomes da Silva (director da área de comunicação e retalho) e Leonor Ferreira de Castro (directora da área de medicina e apoio à rede de prestadores), e os responsáveis pelas restantes áreas dos ramos Vida e Não Vida, foram chamados ao edifício do Millennium bcp na Rua Augusta, para uma reunião extraordinária. A reunião foi conduzida pelo presidente do conselho de administração (CA) do Millennium bcp e versou sobre o que viria a ser conhecido por “Projecto Madre-Deus”.

Este projecto era composto por duas fases distintas. A primeira fase – fase “Deus” – compreendia a alienação ao grupo Caixa Geral de Depósitos (GCGD) da totalidade das seguradoras Império Bonança (IB), Seguro Directo, Impergesto e Servicomercial. A segunda fase – fase “Madre” – consistia no estabelecimento de uma joint-venture entre o Millennium bcp e o grupo Fortis, detida maioritariamente por este último (51%). Com este acordo, a nova empresa (Millenniumbcp Fortis – Grupo Segurador) ficaria responsável pela gestão das seguradoras Ocidental, Ocidental Vida e Médis, e da sociedade gestora de fundos de pensões Pensõesgere.

Em face desta inesperada revelação, a equipa Médis tomou consciência de que, com a venda da IB, a Médis iria perder 40% da sua carteira de clientes para o GCGD, pondo em causa a sua posição de líder de mercado, bem como a estratégia anteriormente delineada para o futuro da empresa.

À saída da reunião a tensão era evidente. Enquanto Francisco Henriques reflectia sobre a necessidade de repensar o posicionamento estratégico da Médis, a sua equipa, apreensiva, não hesitou em confrontá-lo com as dúvidas que se lhes tinham colocado quanto ao futuro:

. “Como é que a nossa rede de prestadores vai reagir a esta drástica perspectiva de diminuição do número de clientes?”, interpelou Leonor Ferreira de Castro.

. “Mais importante que isso será o impacto no nível de satisfação dos clientes afectos à IB e a manutenção da elevada notoriedade da marca Médis”, salientou Pedro Gomes da Silva, mostrando onde se localizava o centro das suas preocupações.

. “As vossas observações são bastante pertinentes”, afirmou Francisco Henriques, com um tom tranquilizador “Como ponto de partida, vou reunir o máximo de informação possível ,de modo a podermos definir um plano de acção. Não esqueçamos que há ainda questões relacionadas com o capital humano, a sustentabilidade financeira e a optimização de processos e operações.”

Francisco Henriques apercebeu-se da premência em definir uma nova estratégia para o futuro da Médis, que acomodasse as preocupações de todos os stakeholders. Mas qual?

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