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“Um líder não faz nada sozinho”: reflexões sobre liderança com Luís Sítima

| 3 mar 2026 | 5 min of reading

3 mar 2026 | 5 min de leitura

No passado dia 3 de março de 2026, o AESE Campus Lisboa recebeu a quarta sessão do ciclo The KingMakers Series, com a participação de Luís Sítima, Managing Partner do Grupo Odgers Portugal.

Sob o mote da liderança e da gestão de carreira executiva, o especialista partilhou a sua experiência sobre as competências mais valorizadas pelos decisores, o perfil de alta direção que está a ganhar relevância e os novos desafios na gestão da carreira executiva.

“O networking faz-se quando não precisamos.” Para Luís Sítima, o networking deve ser entendido como uma “competência relacional e natural” a desenvolver ao longo da vida profissional, com o objetivo de “conhecer pessoas, porque um dia pode ser preciso”.

Do acaso à vocação: a missão no Executive Search

Enveredar por uma carreira na área de Executive Search “foi um completo acaso”, mas é hoje uma função que entusiasma Luís Sítima, profundamente.

Na medida em que “o CEO simboliza o que se pretende de uma organização”, ao definir “um perfil de CEO”, o orador procura identificar “com os acionistas ou com o Board [da empresa] aquilo que a instituição quer ser no futuro”. A escolha da pessoa certa “vai fazer toda a diferença, durante o mandato. E isso é o que me motiva”, dado que o Talento, a par da Estratégia, é uma parte fundamental dessa equação.

Após concluir a formação universitária na área Financeira, integrou a Hay Group na sua fase de implementação em Portugal, um projeto que se destacava pela sua natureza empreendedora e inovadora.

O perfil do líder da próxima década

Antecipar, inspirar e entregar são valências que Luís Sítima privilegia num líder. A proatividade, em detrimento da reatividade, é uma vantagem para quem quer “estar um passo à frente”. A capacidade de inspirar colegas, colaboradores e clientes, bem como de entregar resultados com integridade, são características determinantes nos processos de Executive Search que conduz.

“De uma forma geral, os portugueses são, tecnicamente, muito bem vistos”, internacionalmente. São “analiticamente muito fortes, cordiais, colaborativos e com uma boa capacidade de execução”. Ainda assim, considera que, em determinadas circunstâncias, pode faltar aos dirigentes nacionais “ambição”, “escalabilidade de uma ideia” e maior predisposição “a abrir o capital a parceiros”, o que pressupõe “confiança” para se ganhar em “agilidade”.

Por outro lado, o Managing Partner do Grupo Odgers Portugal reconhece que “a abertura ao mundo e a maior consciência desse mundo” evoluíram, significativamente, nos últimos anos. Também o cuidado com as pessoas, o seu desenvolvimento e a diversidade assumem hoje maior relevância. Na liderança, conceito de herói tornou-se obsoleto: “um líder não faz nada sozinho.”

Proposta de valor e marca pessoal

Ao longo da conversa, deixou uma recomendação clara quanto à necessidade de “identificar algum fator diferenciador”: “nós temos de construir ao longo da nossa carreira uma proposta de valor” que seja uma vantagem competitiva.

Num mercado de oferta e procura cada vez mais analítico e preditivo, “o preço sobe” e “há mais oportunidade de escolha”, quando existe um fator distintivo num executivo. Atualmente, os profissionais procuram “desafios”, “propósito”, “salário” e, “em determinada idade, autonomia”.

“A mudança pode ser uma constante e uma oportunidade.” O especialista defende a importância de uma visão clara e da criação de uma marca pessoal, com os inevitáveis trade-offs associados, na projeção de uma carreira executiva consistente e diferenciadora.


The KingMakers Series: compromisso com o desenvolvimento dos Alumni

Depois das sessões com a Korn Ferry, a Amrop e a Transearch, o ciclo The KingMakers Series promoveu este novo encontro dedicado à leitura estratégica do mercado de liderança e talento, a partir da perspetiva de quem avalia, seleciona e acompanha executivos de topo no dia a dia.

A iniciativa voltou a sublinhar o compromisso da AESE e do seu Agrupamento de Alumni com o desenvolvimento contínuo de líderes, dirigentes, empresários e executivos.

Conhecendo-se, (re)definindo-se como líder, e sabendo tomar decisões eficientes e estrategicamente ajustadas aos contextos, os Alumni da AESE reforçam a sua capacidade de deixar uma marca positiva nas organizações, nas pessoas e nos negócios.

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