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Cláudia de Lemos Silveira

Head of Engagement and Wellbeing na Jerónimo Martins

Alumna PDE

Ter “passado por diferentes empresas, de setores distintos e com funções diversas” é o que distingue Cláudia de Lemos Silveira, atualmente, Head of Engagement and Wellbeing, na Jerónimo Martins.

Considera ser uma mulher de operações que se entusiasma por levar à prática o pensamento estratégico. Porém, antes da estratégia, estão as pessoas, pois “só o trabalho em equipa nos leva” à criação de valor para o negócio.

Em 2019, fez a sua passagem pela AESE, frequentando o PDE – Programa de Direção de Empresas, que considera ter sido “absolutamente essencial para a consolidação” da sua trajetória pessoal e profissional.



Quais os principais marcos na sua trajetória profissional, que contribuíram para chegar à posição na qual se encontra?
Faz 25 anos que comecei a trabalhar e o facto de ter passado por diferentes empresas, de setores distintos e com funções diversas é o que hoje me distingue enquanto profissional e pessoa. Ao longo destes anos, consegui extrair de todas as experiências, vivências positivas e menos positivas, mais impactantes e menos impactantes e é essa miscelânea que me vai empurrando para a frente. A empresa que até à data mais me marcou foi a Telecel-Vodafone. Para uma jovem de 23 anos estar ao lado de mentes disruptivas e visionárias e crescer numa cultura de inovação nos anos 90 era difícil de encontrar em Portugal. Lembro-me de absorver cada palavra do Eng. António Coimbra ( na altura VP da Telecel e atual Presidente da Vodafone Espanha) e de ficar fascinada com a visão que tinha para as telecomunicações (diria que tudo veio a acontecer!).

A minha passagem pela consultoria veio mostrar-me que nunca seria uma boa consultora. Sou e serei sempre uma mulher de viver as operações e entusiasma-me francamente a translação do pensamento estratégico para a prática.
Na Saúde, fiz vários projetos que foram verdadeiros marcos: Liderar o Leaping Forward – Congresso Mundial de Medicina, em 2014, no grupo Espírito Santo Saúde; Pensar e fazer nascer a Academia Cuf com todas as valências que hoje possui, desenhar e pensar o Centro de Simulação  da Cuf Tejo, e no último ano, fazer nascer o Centro de Conhecimento do grupo Lusíadas e participar em diferentes ações de Engagement clínico com o grupo United Healthcare.
Importante destacar, que foi e continua a ser fulcral, estudar, ouvir, aprender… acompanhar a carreira com passagens por momentos de aprendizagem. O curso de Direção de Empresas na AESE (PDE), que foi a mais recente formação que tive oportunidade de fazer, foi absolutamente essencial para a consolidação da minha experiência profissional e para reforçar o sentido da minha vida pessoal.

Quais foram as suas principais conquistas?
Todos os dias da nossa vida são uma conquista (e isto não é um cliché)… a nossa vida profissional também se faz de pequenos nadas e grandes coisas.

Mas diria que a maior conquista foi a de ter deixado um legado e pequenas marcas por onde fui passando com projetos que desenvolvi e pelas equipas que tive a oportunidade e a alegria de liderar. A maior conquista é o rasto de amigos e de talentosas pessoas que ajudei ou contribui para projetar. Essa é a maior conquista! As pessoas!

Quais as principais lições que a tornam a dirigente que é hoje?
Primeiro as pessoas, depois a estratégia. É claro para mim, que não são os negócios que criam valor, mas sim as pessoas. Só o trabalho em equipa nos leva aos resultados que definimos. Que todos e cada um de nós contribui e que devemos ser capazes de exercitar a escuta ativa de forma permanente; a palavra empatia deve ser vivida a cada segundo da nossa vida.
Paralelamente, ser resiliente, ágil e com uma capacidade de adaptação contínua às situações que se me vão impondo.
Enfim, Liderar é servir, logo é fácil a inferência de que a principal lição é a de estar ao serviço dos que tenho a oportunidade e privilégio de liderar!

Quais os valores pelos quais se rege e que transmite às suas equipas?
Lealdade,Verdade, Coragem, transparência, agilidade, simplicidade, competência e confiança.


Se pudesse recuar no tempo, o que faria diferente?
Teria trabalhado noutras geografias… é do que sinto mais falta, mas a vida pessoal não me permitiu… pode ser que ainda aconteça! Com os filhos mais crescidos e já por sua conta…

Teria parado um ano para correr o mundo, viver com outros povos, ensaiar a aprendizagem de novas línguas…

Profissionalmente, como se vê daqui a 5 anos?
A fazer caminho, a dar sempre o melhor de mim a cada situação, a cada equipa, a cada pessoa! A aceitar o que de muito bom ou de menos bom a vida me trouxer e a ser grata por tudo o que já fiz e vivi e por tudo o que ainda sonho e quero fazer!
Assim me vejo profissionalmente daqui  a 5 anos a trabalhar afincadamente com a mesma energia, alegria e entusiasmo com que imprimi a minha vida profissional ao longo destes 25 anos!

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