Marta Contente 300 x 300
Alumna do Executive MBA AESE Marta Contente Director, Worldwide HEOR, Immunology, Fibrosis & Cardiovasvular da Bristol Myers Squibb
Alumna do Executive MBA AESE Marta Contente Director, Worldwide HEOR, Immunology, Fibrosis & Cardiovasvular da Bristol Myers Squibb

Há um conjunto de decisões que nos fazem tomar um determinado rumo, não só como profissionais, mas como seres humanos”. Esta é a visão de Marta Contente, que defende que se é, fruto das opções que se vão assumindo ao longo do caminho. Directora Worldwide HEOR, Immunology, Fibrosis & Cardiovasvular da Bristol Myers Squibb, concluiu o Executive MBA AESE, em 2013. De futuro, vê-se a fazer “o mesmo que faço hoje, ou algo muito diferente, mas se continuar a aprender e se conseguir continuar a ensinar e a inspirar outros, não tenho dúvidas que é esse o caminho certo.

 Quais os principais marcos na sua trajetória profissional, que contribuiram para chegar à posição na qual se encontra?

O estar onde se está pode não ser devido a um factor específico, mas gosto de acreditar que há um conjunto de decisões que nos fazem tomar um determinado rumo, não só como profissionais, mas como seres humanos.

Considero que a formação é um dos pilares que nos faz ser quem somos. E a formação passa por aquilo que aprendemos em ambiente laboral, a que desafios nos expomos, com quem aprendemos e em quem nos inspiramos (colegas, managers, mentores, amigos), e também na formação formal, académica, em que investimos. No meu caso, uma pós-graduação que me conferiu a entrada numa vertente mais técnica, e o Executive MBA da AESE que me permitiu outra visão e abordagem perante os desafios (e tomadas de decisão) das empresas.


Quais foram as suas principais conquistas?

A carreira que construí internacionalmente, o reconhecimento de pares, e o respeito da minha equipa.


Quais as principais lições que a tornam a dirigente que é hoje?

A resiliência (termo que agora está na moda, mas que para mim não passa de moda) que até nos pode ser inata, mas que também se trabalha; e com o tempo (talvez a isto se chame maturidade J) aprendemos a “fazê-la atuar” sem sentirmos que nos consumiu energia. Com o menos bom só temos que aprender e seguir.


Quais os valores pelos quais se rege e que transmite às suas equipas?

A colaboração. Partilha de conhecimento, partilha de experiências e partilha de tempo, são essenciais para um ambiente  de trabalho mais saudável e enriquecedor.

A Paixão. Colocar paixão naquilo que fazemos, energiza-nos a nós e energiza os outros, aumenta a produtividade, mas acima de tudo faz com que cada individuo tenha um maior sentimento de pertença ao projecto e à empresa.

O respeito. Sem dúvida e acima de tudo! Pelo outro, pelo trabalho do outro, pelo tempo do outro, pela vida familiar do outro. Somos pessoas melhores quado nos colocamos nos pés dos outros e caminhamos com eles.


Se pudesse recuar no tempo, o que faria diferente?

Houve uma altura em que me precipitei a aceitar um emprego. Uma altura daquelas de grande aprendizagem forçada. Hoje talvez o fizesse diferente. Digo talvez, pois só quando estamos perante determinadas situações sabemos o que fazemos, e numa situaçao exatamente igual, talvez o “ser eu mesma”, me levasse à mesma decisão. Mas racionalmente, hoje, sei que foi uma má opção. Mas como com tudo, aprende-se – e a pessoas que sou hoje, também se deve a essa aprendizagem.


Profissionalmente, como se vê daqui a 5 anos?

A fazer algo que goste. Até pode ser o mesmo que faço hoje, ou algo muito diferente, mas se continuar a aprender e se conseguir continuar a ensinar e a inspirar outros, não tenho dúvidas que é esse o caminho certo.

 

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