O encerramento do Programa GOS | Gestão das Organizações Sociais, assinalado a 15 de junho de 2026, em Lisboa, marcou não apenas a conclusão de um ciclo formativo, mas também o início de uma nova etapa para os participantes. Ao longo de vários meses, estes líderes do setor social foram convidados a repensar estratégias, aprofundar competências de gestão e analisar, à luz de casos concretos, os desafios da gestão sustentável, da inovação, da comunicação, da gestão de pessoas e da criação de valor social.
Num setor onde se faz muito com poucos recursos, a excelência da gestão deixou há muito de ser opcional. A capacidade de responder a necessidades crescentes, de mobilizar equipas, de garantir sustentabilidade financeira e de demonstrar impacto exige hoje organizações mais preparadas, mais profissionais e estrategicamente mais robustas. Foi precisamente nesta combinação entre missão e gestão que assentou o trabalho desenvolvido ao longo de toda a edição.
A abordagem pedagógica da AESE, baseada no método do caso, proporcionou um espaço privilegiado de aprendizagem entre pares, permitindo que cada participante contribuísse com a sua experiência e beneficiasse da diversidade de perspetivas presentes na sala. O resultado foi a construção de uma comunidade de líderes comprometidos com a melhoria contínua das suas organizações e com o fortalecimento do setor social português.
Um dos momentos marcantes desta edição foi o já habitual Seminário GOS, realizado a 25 de maio,que reuniu participantes dos programas de Lisboa e do Porto, bem como convidados ligados ao setor. Sob o tema “Marketing e Setor Social – um match possível”, o encontro procurou responder a questões que atravessam atualmente muitas organizações sociais: como comunicar o valor que criam? Como tornar visível um impacto tantas vezes silencioso? Como captar investimento, parceiros e apoio para causas que transformam vidas?
A reflexão partiu de uma realidade conhecida por todos quantos trabalham no setor: conseguimos tornar possíveis os impossíveis. Com recursos limitados multiplicam-se respostas, apoios e oportunidades. Geram-se sorrisos, criam-se redes de proximidade e enfrentam-se diariamente desafios de sustentabilidade humana e financeira. Porém, nem sempre esta realidade é compreendida por quem está de fora.
Foi neste contexto que a participação de Joana Garoupa constituiu um dos pontos altos do encontro. A oradora desafiou os participantes a refletirem sobre a relação, por vezes distante, entre organizações sociais e empresas. Se as primeiras receiam perder autonomia ou ver a sua missão instrumentalizada, as segundas manifestam frequentemente reservas quanto à capacidade de medição de resultados e à criação de valor tangível. A superação destas barreiras exige uma comunicação mais clara, mais estratégica e mais orientada para a construção de confiança mútua.
A discussão evidenciou que o futuro do setor social passa também pela capacidade de contar melhor a sua história, demonstrar o seu impacto e criar pontes duradouras com financiadores, empresas, comunidades e restantes stakeholders. Não se trata apenas de comunicar melhor; trata-se de tornar visível o valor social que diariamente transforma pessoas, famílias e territórios.
Ao concluir mais uma edição do GOS, a AESE Business School reafirma o seu compromisso com a capacitação dos líderes da Economia Social, um setor essencial para a coesão social e para o desenvolvimento sustentável do país.
No próximo ano letivo, novas iniciativas darão continuidade a esta missão, criando oportunidades acrescidas de aprendizagem, partilha e desenvolvimento para dirigentes e profissionais que procuram servir melhor as suas organizações e as comunidades que delas dependem. “Porque a verdadeira medida de uma organização social”, como defende a Diretora do Programa, a Prof. Cátia Sá Guerreiro, “não está apenas no que faz, mas na esperança que gera, nas vidas que transforma e no futuro que ajuda a construir. Continuaremos, por isso, a formar líderes capazes de fazer crescer simultaneamente a excelência da gestão e a grandeza da missão, colocando a pessoa no centro de cada decisão e o bem comum no horizonte de cada ação.”