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Medir o pulso ao setor Energético, num contexto de Alta Direção

| 16 out 2024 | 3 min of reading

16 out 2024 | 3 min de leitura

“Um tema sexy”, que começa a tornar-se “repetitivo”, a transição energética continua a estar na agenda dos decisores e a levantar muitos desafios económicos e industriais.

No Executive Breakfast de apresentação do PADE, o Prof. Francisco Vieira desenvolveu o assunto, comparando o que “vemos hoje, em 2024, e que não víamos com tanta clareza, em 2022”.

Efetivamente existe “um mundo a duas velocidades”, no qual os países desenvolvidos reforçam o sentido ético e sustentável da produção e do consumo de energia, e os restantes”, focados na garantia das infraestruturas existentes.

“A transição energética que estamos a experimentar, embora não tenha sido espoletada por uma tecnologia disruptiva, deriva de imperativos de ordem tecnológica, de condicionamentos geopolíticos, de acentuação do desfasamento entre nações e de fatores conjunturais, que foram analisados pelo Professor.

Atualmente, o Diretor do Programa AMEG | Advanced Management in Energy da AESE, Presidente do Conselho Consultivo da Unidade de Reservas Petrolíferas da ENSE, e Presidente e Administrador-Delegado da BP Portugal de 2010 a 2013, Francisco Vieira elencou as várias energias que estão a impulsionar a transição. O orador avaliou as vantagens e as desvantagens do hidrogénio, que não deixa de ser “uma resposta de nicho”, muito utilizada em refinarias e na indústria de fertilizantes, cujo processo de produção é muito poluente; das Baterias, com a maior parte da produção centralizada na China; da Nuclear; da Captura de Carbono; da Eólica offshore e solar flutuante, entre outras.

O conflito na Ucrânia fez o mundo acordar para a questão da segurança de abastecimento. Há 3 anos, dispunha-se do gás proveniente da Rússia. Hoje em dia, “tivemos de regressar ao carvão”. Outro elemento novo que tem ganho relevância nesta agenda, pela relevância da quota ocupada, é o gás natural liquefeito.

Há um condicionamento geopolítico importante :“o domínio absoluto da China”, em termos de materiais críticos. Apesar das matérias-primas estarem dispersas pelo mundo, a China detém as principais indústrias transformadoras. “A supremacia é avassaladora.” Os chineses assumiram a liderança e toda a estratégia de desenvolvimento é sua, a nível de refinação e de produção. Com base em dados publicados em 2023, a China produz 80% de células de baterias, consumidas globalmente.

Em jeito de conclusão, o Prof. Francisco Vieira considera que é “cada vez mais difícil atingir-se a meta Net zero, em 2050.

Até lá, “o mundo vai continuar a aumentar o grau de consumo de energia”, fóssil e não-fóssil. Se a dependência mundial de combustíveis fósseis, em 1970, era de 93%, em 2000, alcançou os 86% e, em 2023, 81%.

Do ponto de vista conjuntural, a mobilidade elétrica e o consumo de lítio foram referidos e no debate que se seguiu, com os convidados de Alta Direção, foi sublinhada a importância de se pensar no caminho estratégico para uma economia mais competitiva, saudável e resiliente.

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