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A gestão de carreira como um jogo de estratégia

13/12/2021

A gestão da carreira pode ser programada como um jogo de estratégia. João Azevedo e Silva, criador da Upper Side, uma empresa de referência especializada em matérias de Gestão e Aconselhamento de Carreira, recorre com frequência a esta metáfora, “por haver similitudes”. “Podemos ter estratégias diferentes que conduzem a resultados diferentes ”. A decisão depende de “como é que nós conseguimos identificar variáveis que possam de alguma forma ser instrumentais para aumentar as probabilidades de que o estado desejado – idealmente, ganhar o jogo –, possa ser alcançado. Neste caso, o que se pretende é ter uma vida profissional de maior valor acrescentado para aquilo que nós somos”.


A propósito de uma sessão de Career Management da AESE, organizada a pensar exclusivamente nos atuais participantes e Alumni do Executive MBA AESE, a 14 de dezembro de 2021, o orador focou alguns temas relevantes como: as principais “regras do jogo”, os “players”, os mitos e as falácias mais comuns, presentemente, em Portugal.


“Há 10 anos atrás, os temas de gestão de carreira não existiam desta forma”. Isso acontece essencialmente porque o contexto mudou significativa e aceleradamente. Importa “perceber que para além de competências técnicas, de gestão, de liderança, de navegação organizacional, etc…, que são viradas para o desempenho da função, existem hoje competências que têm a ver com navegação externa e com a compreensão de todas as dinâmicas dos agentes do mercado. Isto quer dizer que procurar aquelas que podem ser as fontes de informação e de insight mais relevantes e disponibilizá-las aos alunos e Alumni da AESE é uma mais valia. É dar-lhes a capacidade de acrescentar perspetivas sobre estas novas realidades.”


Para definir uma estratégia de carreira de sucesso, João Azevedo e Silva destaca 4 trunfos:

  1. “Go where the Growth is”, isto é “perceber que a vida das economias e das sociedades é altamente evolutiva e que demonstra inteligência colocarmo-nos em caminhos com maior probabilidade de gerar oportunidades, resistindo ao nicho decadente.”
  2. “Mergulhar a fundo naquilo que é a procura, porque gerir uma carreira não é um exercício de um único indivíduo, depende sempre de outros jogadores, muitas vezes com poder assimétrico.” Este fator é, “absolutamente decisivo, seja em termos de conteúdos, seja em termos de processos.”
  3. “Ter uma preocupação muito clara com a proposta de valor”, havendo necessidade dos profissionais serem “muito mais finos” com a competência que podem aportar ao negócio.
  4. E “conhecer as pessoas que contam: é uma característica fundamental em todo o lado, mais ainda num país mediterrânico. Torna-se mais relevante em funções de maior senioridade, conhecer as pessoas certas, numa lógica mais instrumentalizada (porque nos abrem as portas) ou mais conceptual (porque dominam os radares de talento).


No final do encontro, os participantes tiveram a oportunidade de colocar a suas dúvidas e obter as respostas do líder da Upper Side.