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A transformação digital é mais estratégica do que tecnológica

04/03/2021

A Transformação Digital dos negócios já se fazia notar na era pré-Covid-19. Porém, intensificou-se no seio das empresas que a adotaram na sua infraestrutura, acabando por aumentar o fosso daquelas que negligenciaram essa mudança, durante a pandemia.


Carlos Folle, Professor no IEEM Business School, da Universidade de Montevideo, e Visiting Professor da AESE, desafiou os Alumni a refletirem sobre o tema, apontando as vantagens e as desvantagens da adoção da transformação digital nas empresas, nas organizações e nas próprias vidas dos dirigentes e executivos. A sessão online realizou-se a 4 de março de 2021.


“Muitas vezes não queremos ver a realidade, procurando explicações simples” como justificação para o problema vivido, disse o Professor que apontou algumas armadilhas de pensamento, quando o tempo e o esforço que se costumam dedicar às diferentes tendências que afetam o negócio são escassos. “A revolução digital e social caracteriza-se pela mudança no comportamento do consumidor e na sua interação, assim como pela mudança tecnológica resultante das tendências digitais.”


Para aproveitar as oportunidades que o presente suscita, é fundamental compreender a competência dos recursos de que se dispõe e  responder aos desafios com rapidez de ação. “Praticamente todas as indústrias passam por disrupções quando as expectativas do consumidor se alteram e os negócios são forçados a adaptar-se para acompanharem a mudança, sob o risco de perecerem”. Sempre que acontece uma transformação, o seu sucesso depende da capacidade de criar sentido de urgência, resiliência e momentum para que ocorram.” Carlos Folle considera que “a transformação digital não depende da tecnologia, mas de estratégia e de formas de pensar e monitorizar o valor acrescentado ao negócio, ao produto e ao serviço entregue ao cliente.”


Assim sendo, vale a pena pensar:

  • “O seu plano estratégico é uma ferramenta útil para orientar as decisões da sua equipa de gestão?
  • Como tornar a sua estratégia relevante para os seus dirigentes intermédios, de modo a focar toda a empresa num propósito comum?
  • Os seus programas de transformação corporativa expressam explicitamente a estratégia e o modo como o valor será acrescentado aos stakeholders?
  • Como concentrar a atenção da sua equipa nos assuntos verdadeiramente relevantes e fazê-los sair da zona de conforto?
  • Como conseguirá implementar uma estratégia de impacto elevado?

Conseguir responder a estas questões com facilidade, significa que estamos no bom caminho”, atesta o Professor.


Ter a estratégia bem definida é essencial para atingir os resultados desejados: não basta tomar decisões e resolver incompatibilidades. É a escolha do futuro da empresa e do caminho a trilhar para alcançá-lo, considerando uma metodologia que coordene, unifique e integre as decisões e as ações da organização como um todo.


Com a pandemia, “temos que favorecer a criatividade, de forma a implementar a estratégia da melhor maneira para ir ao encontro das necessidades dos clientes”.


“A tecnologia está a imprimir mudanças a nível dos clientes, da concorrência, dos data, da inovação e da perceção do valor percebido pelo mercado. Como está a Covid a afetar a nossa estratégia em cada um destes domínios?” é a grande questão. Para finalizar, Carlos Folle apresentou uma série de campanhas a ilustrar como algumas marcas têm conseguido superar os desafios, em contextos internacionais.


Após a sua exposição, os Alumni colocaram algumas questões, gerando um debate mais alargado sobre o tema.



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