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Mission Economy: um novo capitalismo para um futuro mais sustentável

25/03/2021

Que nova liderança são os dirigentes e executivos chamados a desenvolver para criar organizações que acrescentem mais valor, em termos de sustentabilidade, inovação e inclusão, contribuindo para uma economia mais eficiente e justa?


Mariana Mazzucatto, uma economista internacional de referência, acedeu ao convite do Agrupamento dos Alumni da AESE, para ser oradora numa sessão do Alumni Learning Program, dedicada ao Itinerário de preparação para a grande Assembleia da AESE. A sessão remota sobre “Mission Economy: A Moonshot Guide to Changing Capitalism” aconteceu a 25 de março de 2021.


Coincidindo com o lançamento do seu mais recente livro nos EUA, subordinado a este tema, a Professora em Economics of Innovation and Public Value na University College London (UCL), propõe uma abordagem económica baseada numa Missão capaz de solucionar os desafios que a Covid 19 veio simplesmente evidenciar. Não obstante a atual pandemia, o mundo já se debatia há muito com o aquecimento global e a crise financeira…


Mariana Mazzucatto defende que é necessário praticar um capitalismo orientado para a geração de valor, criado coletivamente, por vários agentes da sociedade, cooperando entre si.


Inspirada na missão da chegada do Homem à Lua, Mazzucatto acredita que a definição de uma missão clara e audaz, assente em parcerias constituídas em torno de um propósito comum é o caminho a trilhar. A partilha de conhecimento e do retorno alcançado, deve ser a forma como os grandes desafios de hoje poderão ser mitigados.


Existem critérios para conduzir missões com propósito:

  • serem relevantes e inspiracionais
  • terem uma orientação clara, tão ambiciosa como realista
  • mobilizarem a coperação intersetorial e multidisciplinar
  • e impulsionarem várias soluções bottom up.


Para Mariana Mazzucatto, “a solução não passa por Governos mais fortes ou orçamentos ilimitados”, mas sim pelo estabelecimento de objetivos claros e definidos, com foco nos resultados promovidos pela cooperação entre entidades públicas e privadas. Esta é a sua visão para uma nova forma de capitalismo mais saudável.


Assim, o valor passará a ser criado coletivamente. Os mercados fixos darão lugar a espaços de negócio co-criados. As organizações institucionalizar-se-ão mediante as suas capacidades dinâmicas. O retorno do investimento basear-se-á em orçamentos, sendo que a distribuição terá em conta a partilha de ganhos e de riscos. Neste ambiente colaborativo é esperado conseguir-se, através de sistemas abertos, desenhar um futuro otimista.


Até se conseguir alterar esta mentalidade vigente, segundo Marian Mazzucatto, qualquer debate “não passará de uma mera conversa inconsequente”.



A oradora disponibilizou-se no final da sua intervenção para responder às perguntas dos participantes, o que origiou um debate animado, moderado pelo Prof. Manuel Rodrigues.




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