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A mobilidade na Uber e na carreira, por Francisco Vilaça

24/06/2022

O Executive MBA AESE realizou a sua semana intensiva no IESE, em Nova Iorque. A viagem decorreu de 17 a 20 de maio de 2022.


Francisco Vilaça, General Management da Uber em Portugal, foi o convidado do Executive MBA, para a sessão Conversas deVida, a 24 de junho de 2022.


Arquiteto de formação, dedicou-se à consultoria de gestão, após uma primeira fase votado ao desenho e urbanismo da cidade de Lisboa.


De arquiteto a gestor

A retração da construção em 2011 fê-lo apostar num novo horizonte profissional. “Entrei numa start up cheia de energia: a Urban Match”, para apoiar a área da gestão, contribuindo para a expansão de marcas como a Fitness Hub, a Brio, entre outros. “Foi a grande oportunidade de passar de um arquiteto para organizar uma equipa e os processos para tornar eficiente a gestão.” Foi nesta altura que Francisco Vilaça tomou a decisão de fazer um MBA, tendo optado pelo IESE Business School.


Nesta altura, sabia que queria conhecer várias indústrias e perceber como podia gerar valor. E a oportunidade surgiu durante o segundo ano do MBA.


A paixão pela mobilidade

Ao mesmo tempo que foi pai, surgiu a possibilidade de uma carreira internacional para o Brasil e outra de ingressar na unidade de micromobilidade da Uber. Registava-se o grande boom das bicicletas e das trotinetes como solução de transporte ecológico a nível mundial. O orador recorda “esta aventura fantástica, em fevereiro de 2019. A partir da Uber montámos, com a Câmara Municipal, um serviço de excelência de first and last mille de mobilidade na cidade de Lisboa. Foi a primeira cidade fora dos EUA a lançar-se, ainda sem estrutura na Europa que servisse de apoio.” “Foi necessário recrutar colaboradores. “De 4 pessoas sediadas na equipa central em Amsterdão passámos para 100 pessoas”. “Era preciso criar as equipas em Espanha, Paris, Berlim, Londres que estavam a começar a implementar o mesmo projeto nos meses seguintes. Foi muito interessante montar do zero e de uma forma muito acelerada, processos que funcionassem.” O desafio consistiu “não só pensar em crescimento, mas também perceber como tornar este negócio pesado em termos de capital, difícil do ponto de vista financeiro, mas também, tornando-o num negócio rentável, em cada viagem, e perceber como serve o negócio core da Uber. Fizemos avanços muito fortes.”

 

Time to Re-start and go

Com a covid-19, viveu-se a contingência de interromper a operação. “O negócio da Uber caiu 90% em todo o mundo e a prioridade passou a ser salvar e proteger o core business.” Francisco Vilaça recorda que “foram tomadas medidas muito duras”. A unidade de mobilidade acabou por ser vendida.


O líder teve de procurar uma alterativa com a sua equipa de gestão e encontrou-a numa start a up, a Lovys, investida na contratação de seguros. Francisco Vilaça recorda a frescura da start up tecnológica, e da equipa tripartida entre Paris, Leiria e Lisboa, a trabalhar no desenvolvimento de produto.


Seguiu-se uma nova etapa de regressar à Uber, 9 meses depois, agora como Diretor de Operações para o Sul da Europa para o core business. Presentemente, Francisco Vilaça diz ter “voltado para casa e assumido a operação de Portugal”. Assume-se com “muita vontade de fazer crescer o negócio, mudar a mobilidade nas cidades e ajudar as pessoas a encontrarem na Uber a sua solução”.


No final da sua exposição, o convidado respondeu às questões colocadas pelos participantes, dando a sua visão e partilhando a sua experiência a nível pessoal e profissional, sobre a progressão de carreira.