Porque acredito — profundamente — que o futuro da liderança passa pelo coaching
Ao longo dos últimos anos tenho acompanhado líderes de múltiplas áreas — desde empresas familiares a multinacionais, desde organizações jovens a equipas com décadas de história. Com contextos tão diferentes, era expectável encontrar realidades muito distintas. Mas há um padrão que se repete de forma quase universal: a vontade genuína dos líderes de terem equipas mais autónomas, mais motivadas e mais inovadoras. E, ao mesmo tempo, a consciência de que os modelos tradicionais de liderança já não acompanham as exigências do mundo atual.
O que tenho visto na prática — e que a investigação confirma de forma consistente — é que quando um líder desenvolve competências de coaching, tudo muda. Muda a forma como comunica, como toma decisões, como desenvolve os seus talentos e como gere expectativas. Muda também a forma como a equipa responde: cresce a confiança, aumenta a responsabilidade individual, surgem ideias novas e instala-se uma energia mais criativa e colaborativa.
Este impacto torna-se ainda mais evidente em equipas multigeracionais, hoje tão comuns nas organizações. A convivência entre pessoas dos 20 aos 60 anos traz uma riqueza extraordinária — diferentes formas de ver o trabalho, diferentes ritmos de aprendizagem, diferentes ambições e modos de colaborar. Mas essa diversidade pode também criar fricções, ruído e desalinhamento se não for bem integrada. A postura de coach dá ao líder a capacidade de adaptar a comunicação e a abordagem a cada pessoa, acolhendo a diversidade como fonte de complementaridade e inovação.
Quando cada geração se sente vista, escutada e valorizada, a colaboração torna-se mais fluida e o desempenho dispara. E é isso que uma liderança com competências de coaching promove: um ambiente onde as pessoas se sentem seguras para experimentar, assumir responsabilidade, aprender com erros e contribuir a partir do melhor de si.
Os estudos recentes reforçam isto de forma clara: equipas lideradas por líderes-coach apresentam níveis mais elevados de motivação, retenção, bem-estar e criatividade. E organizações que adotam uma cultura de coaching — com conversas de desenvolvimento, feedback consistente e foco no crescimento — tornam-se mais resilientes e mais competitivas a longo prazo.
É esta convicção, construída entre experiência, estudo e prática, que está na base do short-program Líder Coach que vou facilitar na AESE em janeiro. O programa foi desenhado para líderes que procuram aprimorar a sua capacidade de inspirar, desenvolver e mobilizar pessoas — especialmente em contextos diversos e exigentes. A proposta é clara: ajudar líderes a fazer a transição do controlo para a confiança, da gestão da tarefa para a gestão do talento, da liderança reativa para a liderança intencional.
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Adrián Caldart
Professor de Política de Empresa AESE Business School. Associate Professor de Strategic Management IESE Business School
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Jorge Ribeirinho Machado
Professor e Responsável Académico de Operações, Tecnologia e Inovação






