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AESE insight #136 > Thinking ahead

Artigos

Francisco Vieira

Professor e Diretor do AMEG | Advanced Management in Energy da AESE Business School

Energia e poder: o petróleo continua no centro

Os temas da energia ocupam, de forma recorrente, o centro da geopolítica e da ordem mundial. A última década foi marcada por um discurso quase unívoco em torno da urgência de mudar o paradigma energético, sob pena de danos irreversíveis para o planeta e para a Humanidade. Governos, Nações Unidas, sociedade civil e grandes empresas alinharam-se em torno da transição energética e de metas climáticas cada vez mais ambiciosas, tendo como referência última o controlo do aumento da temperatura global.

A realidade, porém, revela algo mais profundo e estrutural: o papel central da energia no progresso da civilização. Existe uma correlação quase perfeita entre consumo de energia e crescimento do PIB mundial. Essa correlação mantém-se quando se introduzem variáveis como o crescimento populacional ou o aumento contínuo das emissões de CO₂. O problema é conhecido, mas não é simples. A concentração de carbono na atmosfera não é sustentável; o crescimento económico continua a retirar milhões de pessoas da pobreza; a população mundial cresce; reduzir o consumo de energia é, para já, uma miragem; e não existe uma solução única capaz de substituir fontes fósseis que se caracterizam pela abundância, acessibilidade e fiabilidade. A transição exige volumes massivos de capital e compete com muitas outras prioridades sociais. O discurso repete-se, a fadiga instala-se e cresce a perceção de estarmos perante um dilema sem solução clara.

Ainda assim, o setor continua a surpreender. Há dias, uma operação militar norte-americana em Caracas resultou na captura de Nicolás Maduro, Presidente da Venezuela, acusado pelos Estados Unidos de crimes de narcoterrorismo. O mundo assistiu, atónito, a um episódio de contornos quase cinematográficos. A conferência de imprensa que se seguiu deixou duas mensagens implícitas: demonstração de poder e a intenção declarada de “voltar a controlar o petróleo venezuelano”. Mais do que uma justificação, soou a eufemismo para um objetivo mais profundo: a mudança de regime num país que há décadas desafia os interesses norte-americanos no hemisfério ocidental.

Uma leitura atenta dos desenvolvimentos recentes revela, sobretudo, a natureza geoeconómica deste ataque norte americano. Mesmo num mundo em transição energética, o petróleo continuará a desempenhar um papel central até, pelo menos, 2050. Segundo a Agência Internacional de Energia, no World Energy Outlook 2025, a procura mundial de petróleo situou-se em cerca de 100 milhões de barris por dia em 2024 e deverá atingir 113 milhões em 2050, no cenário de políticas atuais. Desses 100 milhões, cerca de 21 milhões já são produção dos Estados Unidos — praticamente o dobro da Rússia ou da Arábia Saudita.

A Venezuela é o país com as maiores reservas provadas de crude do mundo. Apesar de atualmente produzir menos de um milhão de barris por dia, fruto de um setor profundamente degradado, já produziu mais de três milhões no passado. Com o regresso das empresas norte-americanas, não é irrealista admitir uma recuperação para níveis próximos de quatro milhões de barris por dia. Se a isso se somar a produção crescente da Guiana, da ordem de um milhão de barris diários, os Estados Unidos passam a influenciar diretamente mais de um quarto do mercado mundial de petróleo. O impacto geopolítico é evidente: maior capacidade de sancionar, menor dependência da OPEC+ e pressão adicional sobre os preços.

As consequências para os rivais estratégicos são claras. A Rússia enfrentará preços potencialmente mais baixos e perderá uma das suas principais fontes de abastecimento e influência da última década. A China verá ameaçados fluxos assegurados, ativos estratégicos e contratos associados à dívida venezuelana.

Resta saber se tudo isto se fará sem “botas no terreno”. A surpreendente docilidade das autoridades venezuelanas, ditas interinas, sugere que os Estados Unidos poderão recuperar o controlo da estrutura produtiva do país sem uma ocupação prolongada.

A Europa, cada vez menos dependente do petróleo, observa estes movimentos mais preocupada com divisões internas e com o respeito pelo direito internacional do que com ganhos energéticos diretos. Em Portugal, a atenção dirige-se, legitimamente, aos cerca de meio milhão de portugueses e luso-descendentes que vivem naquele que foi, em tempos, o El Dorado da América Latina.

Mais uma vez, a energia está no centro da agitação mundial. Não apenas como recurso, mas como instrumento de poder.

Estaremos prontos?

Maria de Fátima Carioca
Dean da AESE Business School e Professora de Fator Humano na Organização,

Mudança constante e rápida

Teresa Ayres Pereira
Diretora do PADEM | Programa Avançado em Direção de Empresas de Moda e Coach da AESE Business School 

Quando “ver com outros olhos” deixa(r) de ser metáfora

Nuno Biga
Professor de Operações, Inovação e Tecnologia da AESE Business School e Autor do BIGames@

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