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Ana Catarina Fonseca

Head of Roche Diabetes Care Portugal da Roche

Alumna do Executive MBA AESE

The Power of Unity é o lema que Ana Catarina Fonseca e a sua equipa “defendem diariamente”. Ciente de que “o mundo está em transformação e que nós temos de acompanhar essa mudança, de forma ágil”, a Country Manager na Roche Diabetes Care Portugal, acredita “que a solução está na nossa atitude e na força e resiliência de uma equipa.”

Em 2014, o seu objetivo de dirigir uma organização, levou-a à AESE, a fim de frequentar o Executive MBA. No futuro, ambiciona “ter a oportunidade de liderar uma afiliada de maior dimensão que Portugal”, com base nos valores da transparência, paixão, resiliência e colaboração, que acalenta no seu dia a dia.



Quais os principais marcos na sua trajetória profissional, que contribuíram para chegar à posição na qual se encontra?
Há duas vertentes que, na minha ótica, andaram sempre de mãos dadas para me ajudar a chegar à posição que tenho hoje: a vertente académica, essencial em momentos estratégicos do meu percurso profissional, e a vertente profissional, onde o brio profissional não era negociável e a capacidade de conseguir demonstrar para onde queria direcionar a minha carreira foi determinante. Como marcos académicos, posso destacar a conclusão da minha formação académica, em engenharia química na FCT-UNL, que me permitiu entrar no mercado de trabalho de forma célere, a concretização de uma pós-graduação em Gestão de Marketing no ISEG, o momento em que decidi direcionar a minha carreira para a área de Marketing e, mais tarde, a realização do Executive MBA da AESE, no momento em que decidi que o meu objetivo de curto prazo seria dirigir uma organização. Do ponto de vista profissional, os marcos mais importantes foram: ter tido a oportunidade de ganhar experiência em distintas posições de gestão, tanto na área comercial, como na área de Marketing, em diversas áreas da indústria farmacêutica (Medical Devices, Consumer Health Care e Pharmaceutical), o que me trouxe bastante versatilidade; de ter tido uma experiência internacional durante mais de 5 anos, ao gerir o departamento de marketing da divisão da diabetes da Johnson & Johnson (J&J) a nível Ibérico e, por fim, ter tomado a difícil decisão de mudar de empresa, após 14 anos de carreira, para a Roche Sistemas de Diagnósticos, empresa onde estou atualmente e muito satisfeita.


Quais foram as suas principais conquistas?
Identifico 4 grandes conquistas na minha carreira profissional: (1) a primeira vez que tive a responsabilidade de gerir e desenvolver pessoas, uma experiência altamente enriquecedora e de uma aprendizagem constante; (2) a primeira vez que fui “preterida” numa candidatura interna para a posição de chefe de vendas na empresa onde trabalhava, momento em que tive de lidar com a frustração de não ser a pessoa selecionada para a função. Não se tratou de uma conquista, mas sim de uma não conquista, a qual, contudo, contribuiu para fazer de mim o que sou hoje – não se aprende só com o que se consegue, aprende-se muito também com o que não se conseguiu e com a reflexão posterior; (3) a minha mudança da J&J para a Roche, ao fim de 14 anos de carreira, algo que considerei como um ato de coragem, mas claramente necessário ao meu desenvolvimento profissional e, por fim, (4) a minha mais recente conquista, que foi ter conseguido provar o meu valor e ser selecionada para a posição de Country Manager na Roche Diabetes Care Portugal.


Quais as principais lições que a tornam a dirigente que é hoje?
Sou naturalmente uma pessoa orientada para pessoas. No entanto, há uns anos atrás, sentia que eu, enquanto líder, tinha de saber tudo sobre tudo. Com o tempo, aprendi que não é bem assim. Efectivamente, o principal ativo de uma empresa são as pessoas e rodear-nos das pessoas certas, com uma diversidade de perfis que se complementem, e com competências superiores às nossas em determinadas áreas, é claramente uma mais-valia e uma grande vantagem competitiva. Permite-nos, enquanto líderes, motivar a partilha de diferentes pontos de vista, estimular as discussões, desenvolver as nossas pessoas e desafiar as equipas para encontrarmos melhores soluções em face dos desafios nas nossas organizações. Os resultados são apenas uma consequência.

Outra grande lição que tenho muito presente, é o poder da comunicação, verbal e não verbal, para ganhar a confiança de uma equipa. A comunicação é uma arma poderosa que pode potenciar ou destruir uma organização. Mostrar somente a direção de uma organização é seguramente redutor. As pessoas que nos querem acompanhar têm o direito de perceber o “Porquê” e é nosso dever comunicá-lo devidamente.


Quais os valores pelos quais se rege e que transmite às suas equipas?
Transparência, Paixão, Resiliência e Colaboração. Na minha equipa temos um lema – The Power of Unity – que defendemos e protegemos diariamente. Sabemos que o mundo está em transformação e nós temos de acompanhar essa mudança, de forma ágil. Confiamos que a solução está na nossa atitude e na força e resiliência de uma equipa, na forma como acreditamos e enfrentamos os desafios, na capacidade de privilegiar uma mentalidade de crescimento em detrimento de uma mentalidade fixa. Não precisamos de ser perfeitos. O erro é o que nos permite evoluir e, para isso, temos de ser incentivados a experimentar, a sair da zona de conforto e a aprender (Fail, Fail fast, Learn Faster).


Se pudesse recuar no tempo, o que faria diferente?
Provavelmente faria muita coisa de forma muito diferente, mas não estou certa que o resultado fosse melhor do que aquele que conquistei até hoje. Seria também diferente.


Profissionalmente, como se vê daqui a 5 anos?

O meu objetivo daqui a 5 anos é conseguir ter a oportunidade de liderar uma afiliada de maior dimensão que Portugal. Veremos as etapas que terei de conquistar para lá chegar.

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