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Ana Paula Carvalho

Ana Paula Carvalho, International Develop Markets President – Immunology& Inflammation da Pfizer

Alumna do PADIS

Country Manager na Pfizer Portugal rumou para Itália, onde assumiu a gestão da maior unidade de negócio da Europa empresa. Hoje Ana Paula Carvalho é International Develop Markets President – Immunology& Inflammation da mesma instituição.

Ainda em Portugal, frequentou o PADIS – Programa de Alta Direção de Instituições de Saúde da AESE, onde voltou mais tarde como oradora convidada.

Trabalhadora, exigente e humilde são atributos seus, assim como a capacidade de ver nas equipas o potencial de fazer a diferença.


Quais os principais marcos na sua trajetória profissional, que contribuíram para chegar à posição de International Develop Markets President – Immunology& Inflammation da Pfizer ?
Acredito que todos os lugares que ocupei ao longo da minha carreira contribuíram para que hoje esteja nesta posição. No entanto, saliento o meu lugar como Country Manager na Pfizer Portugal, numa altura em que fui Vice-Presidente da APIFARMA, deu-me a possibilidade de representar a Pfizer, interagir com colegas de outras empresas do setor e participar em reuniões com membros do governo durante a intervenção da Troika, aprendi muito. Existem outros dois momentos: o da minha mudança para Itália onde, na altura, assumi a gestão da maior unidade de negócio da Europa da Pfizer e, por último, o meu lugar como VP- Chief Commercial Officer para a China & Emerging markets. Descobri uma nova região (China, América Latina, Ásia, África e Médio Oriente), novos colegas, novas dinâmicas de mercado, passei a trabalhar todas as áreas terapêuticas da Pfizer e os seus produtos, nos diferentes life cycles, de pipeline a post-Lost of Exclusivity. Estive exposta às discussões de pipeline e respetivas decisões e liderei as iniciativas de business development para a região. Este último lugar tornou-me uma leader mais consciente da interconectividade dos diferentes grupos de trabalho mundiais da nossa organização e tornou-me mais eficiente na gestão das diferentes matrizes da empresa. Fiquei ainda mais consciente da beleza da diversidade dos nossos colegas e em como juntos podemos fazer a diferença.


Quais foram as suas principais conquistas?
Este ano a Pfizer atribuiu-me o 2021 Healthcare Businesswomen’s Association (HBA)- Luminary Award. É um prémio com grande projeção nos Estados Unidos. É dado aos colegas que são considerados role models dos valores da empresa, pelas suas ações de mentoring e sponsoring de outros colegas, por promoverem o avanço da carreira de outras colegas e também pelas suas contribuições para a indústria de cuidados de saúde. No fundo, para mim, foi como uma validação do meu caminho profissional até ao dia de hoje. Uma surpresa completa que confesso me deixou feliz.
Como referi, é difícil enumerar conquistas, mas atrevo-me a realçar a transformação do nosso modelo de negócio em Itália para um engagement mix mais equilibrado, onde os canais digitais se tornaram mais relevantes (em 2016); o legado de equipas de alta performance transformadoras onde todos importam; o ter garantido, conjuntamente com a equipa de liderança, o business continuity da China e dos  mercados emergentes numa altura em que estávamos a ser fortemente impactados pela pandemia. A China foi o primeiro mercado a sofrer com o COVID-19. Foram dias, semanas e meses muito duros. Houve alturas em que não sabia em que dia da semana estávamos, de tal forma era intenso o trabalho de apoio aos doentes e aos colegas. Houve sempre um espírito de missão muito forte para com os nossos doentes que precisavam dos nossos medicamentos e mais tarde da nossa vacina e também para com os nossos colegas. Foram tempos difíceis (e ainda são) mas que nos uniram muito, sentíamos que éramos uma grande família Pfizer.


Quais as principais lições que a tornam na dirigente que é hoje?
Que o trabalho árduo, íntegro e honesto dão sempre os frutos certos. Alguns colaboradores já me disseram que sou muito exigente (risos), possivelmente essa exigência, acima de tudo para comigo mesma, tenha ajudado. Tenho referido noutras entrevistas que uma das grandes aprendizagens é que sozinhos não conseguimos nada, os lugares que ocupei nunca foram sobre mim mas sim sobre o todo.


Quais os valores pelos quais se rege e que transmite às suas equipas?
Integridade, honestidade, excelência e partilha da liderança, é importante dar espaço aos outros para também crescerem e liderarem. E nunca esquecer que importa parar e descansar para seguir em frente. Somos seres humanos e não nos podemos esquecer disso. Importa realçar a alegria no trabalho (!), são verdadeiros elixires de energia e união. Adoro uma boa gargalhada!


Se pudesse recuar no tempo, o que faria diferente?
Houve alguns  momentos, no início da minha carreira, em que devia ter-me distanciado do tópico em debate. Ouvir atentamente e não considerar opiniões diferentes como agressões. Parar, refletir, mudar de opinião e ou integrar diferentes pontos de vista não são sinais de fraqueza mas sim de sabedoria. Hoje em dia  faço questão de reconhecer quando estou errada e enaltecer os que podem ter um ponto de vista mais válido que o meu. Temos que ter a humildade de que não sabemos tudo nem somos os melhores em tudo, esta é a beleza do ser humano. Todos temos dádivas e talentos únicos que podemos colocar ao serviço de um bem comum.


Profissionalmente, como se vê daqui a 5 anos?
Não sei, raramente faço planos a longo prazo. A vida trará as suas surpresas. Do ponto de vista pessoal, quero continuar feliz com a minha família, todos com muita saúde e que esta pandemia seja apenas uma vaga memória do passado.

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