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As novas tendências no consumo energético

04/02/2021

A AESE em parceria com a Associação Portuguesa da Energia e o apoio da Accenture, promoveu uma sessão, a fim de debaterem as novas tendências do consumo de energia. O encontro remoto realizou-se a 5 de fevereiro de 2021, com a inscrição de cerca de 230 Alumni e amigos.


Wytse Kaastra, responsável pela operação da Accenture’s Utilities na Europa, assim como pela implementação da Accenture’s Global Energy no retalho, fez a sua intervenção sobre como providenciar novas experiências de consumo no setor energético, de modo a vê-lo crescer sustentavelmente, seja no segmento residencial, seja no empresarial.


A crescente digitalização e conetividade dos mercados têm contribuído para a aceleração de grandes investimentos governamentais de modo a criar novas oportunidades e uma evolução progressiva do setor.


A Accenture tem desenvolvido um trabalho de investigação relativamente a novas fontes emergentes de criação de valor para os consumidores, que estão a ganhar maturidade e tração muito rapidamente, gerando oportunidades entre diferentes segmentos. A eficiência energética, a geração e o armazenamento de energia por parte dos consumidores, a eMobilidade e a flexibilidade por parte da procura, são vetores incontornáveis nesta equação.


Segundo Wytse Kaastra, “os próximos anos serão decisivos para criar negócios, definir um posicionamento estratégico e participar no jogo”. Na verdade, existe um potencial de valor muito elevado nos mercados europeus de Energia. Importa, todavia, fazer a distinção entre commodities e os novos negócios de utilities retail.


O encontro contou também com a participação de Sanda Tuzlic, que tem acompanhado a evolução da Accenture’s Connected Energy Business a nível global, focada em ajudar os clientes a encontrar soluções de “net-zero energy”, a nível da área da eMobilidade, das fontes de energia descentralizadas, da gestão e da eficiência energética e da flexibilidade dos serviços.


As investigações desenvolvidas mostram que os consumidores privilegiam a oferta de energia sustentável. Porém, ainda estão a encontrar alguns obstáculos na sua adoção. Atualmente, ainda se defrontam com a dificuldade de tomar a decisão certa, pela variedade de opções, sendo desejável a simplificação. A ausência de informação suficiente reclama por transparência. Há ainda um caminho a trilhar no que respeita à falta de opções financeiras que tornem as soluções globalmente acessíveis e permanece ainda a incerteza acerca da informação sobre a usabilidade e a privacidade, manifestando a necessidade do reforço de confiança entre a oferta e a procura.


“Os consumidores são fulcrais para a transição energética, através de experiências que não requeiram esforço e promovam simultaneamente o seu compromisso. Cada vez mais os consumidores decidem em função da maneira como experimentam a marca.” A cada segmento devem corresponder diferentes soluções e abordagens customizadas: dos residenciais às PME’s e, inclusivamente, os clientes comerciais e industriais.


Sanda Tuzlic e Wytse Kaastra referiram exemplos de casos de empresas energéticas com projetos que têm beneficiado as comunidades locais e favorecido o processo de transição energética, como: a Repsol, a Sonnen, entre outras.


No final da sessão, os Alumni colocaram as suas perguntas aos oradores, contribuindo para um aprofundamento dos temas apresentados.



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