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Criar valor com organizações ágeis

10/03/2021

Ser capaz de responder rápida, eficaz e eficientemente aos desafios do mercado é o desejo de dirigentes e executivos, sobretudo em tempos de particular incerteza, volatilidade e complexidade. Desenhar organizações ágeis é possível e desejável. Como fazê-lo foi o mote para o convite dirigido a José Gonçalves, Presidente da Accenture, convidado do Agrupamento de Alumni da AESE para uma conferência online, do Alumni Learning Program. Paralelamene à sessão online, realizada a 9 de março de 2021, José Gonçalves respondeu à seguinte entrevista sobre a ativação do “agile” nas empresas.


O que são organizações ágeis?
JG: “São organizações capazes de antecipar e responder rapidamente, com eficácia e eficiência, a oportunidades e ameaças que surjam com o objetivo de criar valor.”


Quais os valores fundamentais para as organizações fazerem face às expectativas de clientes, cada vez mais heterogéneos e exigentes?
JG: “É fundamental dispor de capacidades de hiperpersonalização, tanto da experiência como da oferta aos clientes. Conhecê-los individualmente e ser capaz de implementar a ação adequada, no momento certo, através do canal preferido pelos clientes. Atuar no mercado reconhecendo que a sua concorrência não está apenas nos competidores tradicionais da sua indústria, mas nos pure players digitais que, tipicamente, proporcionam uma experiência de
excelência.”


Quais os fatores chave que destaca como primordiais na sua trajetória profissional, nomeadamente como Presidente da Accenture, em Portugal?
JG: “Curiosidade e muita vontade em aprender e em me superar. Nunca deixar que o medo me impeça de sair da área de conforto, investindo pro-activamente no desenvolvimento das nossas competências necessárias para o sucesso. Criação de um bom nível de autoconhecimento e inteligência emocional. Capacidade de identificar, atrair e reter o melhor talento à minha volta. Uma visão a longo prazo na relação com os clientes, colocando genuinamente o seu sucesso como a prioridade da minha atuação. E, por fim, ter tido sorte, em alguns momentos chave da minha carreira.”


O que devem os dirigentes e executivos ter em consideração num processo de tomada de decisão, num contexto de permanente incerteza e mudança?
JG: “Que a sua responsabilidade não é só ter respostas para todos os problemas. Antes, a de potenciar o melhor talento nas pessoas que o rodeiam, maximizando o sucesso das decisões. Um líder deve destacar-se pela capacidade de conseguir retirar maior rendimento do conjunto do que da soma individual de cada uma das partes, isto no que se refere ao talento de que dispõe, bem entendido.
E que, mais vale decidir, ainda que por vezes erradamente, do que ficar paralisado em face da incerteza. E aqui entra uma vez mais a agilidade como fator fundamental de correção de caminhos escolhidos, quando não se revelam, na prática, os mais adequados.”


O que espera/ Qual a sua opinião sobre a sessão de Alumni Learning Program da AESE, no qual é/foi convidado?
JG: “Gostei muito de rever bons amigos e colegas, assim como de poder contribuir para uma escola pela qual nutro muito carinho, a AESE, onde fiz o PADE 41. Foi um prazer partilhar experiências e debater pontos de vista. Também eu aprendi com a sessão e debate posterior.”



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