Frank Tischler - AESE Business School - Formação de Executivos

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Frank Tischler

Frank Tischler, Diretor geral da Bene Farmacêutica

Alumnus do Executive MBA AESE

“The best way to predict the future, is to create it. Let’s do it!” Este é o lema de Frank Tischler, Diretor geral da Bene Farmacêutica em Portugal.

Aprendiz por natureza, concluíu o Executive MBA AESE, uma oportunidade que permitiu combinar o conhecimento teórico e prático, com a experiência partilhada dos seus colegas.  

Construir uma equipa coesa, motivada, ambiciosa e resiliente perante os desafios é uma das suas maiores conquistas. Honestidade e trasparência são dois valores chave na sua liderança.

 

Quais os principais marcos na sua trajetória profissional, que contribuíram para chegar à posição de Director geral da BENE FARMACÊUTICA?

Estou sempre a aprender, nunca desisti da aprendizagem contínua, principalmente em áreas onde não tenho conhecimentos suficientes. Obviamente, existem para a formação técnica inúmeras ofertas, mas achei sempre preferível combinar uma aprendizagem técnica e teórica com uma aprendizagem social, isto é, com uma forte componente de interação e partilha entre os participantes.

Fiz ao longo da minha carreira várias formações, mas devo destacar o Executive MBA na AESE, que comecei antes de lançar a bene farmacêutica em Portugal e que me preparou de uma forma extraordinária para o lançamento da empresa. Para mim, o Executive MBA da AESE consegue uma combinação perfeita de Estudos de Caso, Trabalho de Grupo e Debate em Plenário. Exige um verdadeiro espírito de sacrifício e entreajuda entre os participantes para poder tirar o máximo proveito dele.

Creio que colocar objetivos ambiciosos a si próprio e à organização e ser exigente no trabalho todos os dias para atingi-los é algo muito estimulante. Acredito na “liderança por exemplo”, mas esta tem de ser acompanhada por uma atenção e escuta ativa em relação aos colaboradores, da compreensão das suas motivações e das dificuldades que enfrentam e, consequentemente, da ajuda que se lhes pode dar para que as possam ultrapassar.

Neste mesmo sentido, devemos também ter sempre a humildade de reconhecer os nossos erros e tentar aprender com eles. 

 

Quais foram as suas principais conquistas?

Ao longo da minha carreira tive várias conquistas, umas maiores outras menores, mas todas importantes.

A minha maior conquista profissional foi, sem dúvida, o lançamento da bene farmacêutica num contexto de mercado bastante adverso. O ano 2010, em que lançámos a empresa, foi de longe o pior ano ao nível do mercado farmacêutico em Portugal, desde há décadas, com descidas do mercado em valor na ordem dos 20 %. Pior só foram os anos seguintes. Na altura, muitas pessoas me perguntaram, porquê agora e, sendo alemão, se não estaria muito melhor no mercado alemão. Mas sempre acreditei no nosso projeto, achei que mesmo em tempos de crise que teríamos espaço e oportunidade para as nossas marcas e soluções terapêuticas. Conseguimos um crescimento sustentado ano após ano e chegamos a ser uma referência no mercado.

Mas tudo isso só foi possível por termos conseguido construir uma equipa muito coesa, muito motivada e ambiciosa que acreditava nas suas capacidades de poder ir mais longe e ultrapassar vários obstáculos e desafios.

Esta atitude está alinhada com o nosso lema “The best way to predict the future, is to create it. Let’s do it !”

Mas também houve outras conquistas e experiências importantes como, por exemplo, poder ajudar um colaborador meu que estava completamente endividado e desesperado com esta situação, reestruturando a sua dívida junto de vários institutos financeiros e permitir assim que voltasse a ter uma perspetiva na vida.

 

Quais as principais lições que o tornam o dirigente que é hoje?

Eu sempre trabalhei ao longo da minha licenciatura. Principalmente nas férias de Verão trabalhei em fábricas onde se podia ganhar um bom dinheiro. Aprendi aí que se tem de ser sempre honesto e transparente com os seus colaboradores porque eles percebem logo quando isso não é o caso. Numa empresa é importante que cada colaborador perceba para que existe a empresa, qual a sua função e o seu contributo e, por fim, que ele é importante para se atingir os objetivos definidos.

Quanto mais difícil a situação é, mais claro e transparente um leader tem de ser. Eu liderei um projeto de Turnaround de uma unidade fabril numa situação bastante complicada. Na primeira reunião com todos os colaboradores apresentei-lhes todos os factos sobre os quais até aí não tinham tido conhecimento e expliquei qual o caminho a seguir. Uma das primeiras perguntas foi: vai haver despedimentos? Respondi: É provável que sim, mas vamos tentar minimizá-los ao máximo possível. Se todos abdicam de alguma coisa, vamos poder manter mais colegas empregados e assim conseguimos levar em conjunto o projeto a bom porto.

O verdadeiro respeito das pessoas nas organizações ganha-se pela forma como se trabalha, como se gere as pessoas, não tem nada a ver com a função que se desempenha.

Isso também se aplica às parcerias exteriores. É importante criar parcerias “win – win” em que todos os parceiros ganham e se sentem bem.

 

Quais os valores pelos quais se rege e que transmite às suas equipas?

Em primeiro lugar, somos todos iguais. Podemos ter funções diferentes na organização, mas somos todos importantes. Temos uma política de porta aberta, todos podem falar com todos sobre tudo. A única condição que existe é tem de ser feito de uma forma construtiva para tentar melhorar alguma coisa. Isto é fundamental para se criar um ambiente de entreajuda. Conhecimento é poder, mas quando não se partilha o seu conhecimento, os outros colegas e a empresa estão a perder.

Tem que haver um genuíno interesse no bem-estar das nossas equipas, tanto pelas chefias como pelos colaboradores. Para isso é preciso escutar de forma muito atenta quando falamos uns com os outros, mas principalmente por parte das chefias, que sempre têm uma responsabilidade acrescida nesta área.

Também temos de tentar criar condições em que todos os colaboradores conseguem desenvolver o seu potencial máximo. Não podemos temer nunca de que um colaborador aumente os seus conhecimentos e competências, mesmo se depois é aliciado por outras empresas ou “ultrapassa” o seu chefe. O último caso é um dilema para muitas chefias que não gostam de ter colaboradores que possam, p.e. numa área especifica, saber mais do que eles, mas um verdadeiro líder nunca tem medo desta situação, pelo contrário, quer pessoas fortes à sua volta.

Temos de comunicar de uma forma clara e transparente, ser ambiciosos e exigentes mas também empáticos. Temos de compreender com quem falamos e como podemos ajudar a pessoa a ser melhor.

 

Se pudesse recuar no tempo, o que faria diferente?

Depende de quanto tempo pudesse recuar…. talvez optasse por uma carreira como ator ou arqueólogo, duas paixões minhas.

Em termos gerais não mudava muito, tomava algumas decisões mais cedo e acelerava certos desenvolvimentos, mas isso também é devido ao posterior conhecimento dos factos. 

 

Profissionalmente, como se vê daqui a 5 anos?

Bem, quase na reforma. Mas falando a sério, espero conseguir fazer crescer ainda mais a bene farmacêutica e também a Bene Arzneimittel, onde já fui gerente e onde sou atualmente o Speaker do Conselho. Com uma equipa muito motivada e dedicada com as competências certas, como a minha, não temos limites para crescer.

Sou otimista por natureza e acredito nas capacidades das pessoas. Nos primeiros dez anos da empresa duplicamos as vendas e conquistamos novos mercados. Vamos ver o que conseguiremos fazer nos próximo dez anos.


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