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Pedro Seabra

CEO e Parner da ViaTecla

Alumnus do PADE

O talento de Pedro Seabra manifestou-se bastante cedo, quando aos 14 anos começou a trabalhar no desenvolvimento de software.

Fundador da ViaTecla, fez o PADE – Programa de Alta Direção de Empresas, na AESE.

Acredita que ética e honestidade são valores chave para o negócio, assim como a resiliência para vencer as adversidades e a fazer a diferença junto dos clientes.


Quais os principais marcos na sua trajetória profissional, que contribuíram para chegar à posição de CEO da Viatecla?
Eu sou o fundador da ViaTecla, criada em 1996. O cargo de CEO foi natural.
O meu percurso é atípico. Comecei a trabalhar aos 14 anos, a desenvolver software e, no verão, a servir em restaurantes no Algarve.
Tive a sorte de ter contacto com PCs na escola desde o 10.º ano. Sou fruto do Projeto Minerva. Dei formação a professores e desenvolvi algum software educativo, na secção de ciência de educação da FCT/UNL, quando ainda estava no 11º ano e estudava Eletrónica.
Estudei Engenharia Fisica na FCT. Nunca conclui porque no 3º ano fui convidado para trabalhar nos EUA. Quando regressei ainda estive um ano numa empresa de Hardware de PC’s , mas era demasiado inquieto, e fundei a ViaTecla, na garagem, onde começámos a fazer soluções web.


Quais foram as suas principais conquistas?
Três filhos educados e praticamente formados; dois já a trabalhar fora 😉
A sério… ter uma empresa em Portugal, criada do zero, numa área altamente competitiva, com clientes de referência e projetos que foram marcos na história dos serviços digitais em Portugal. Hoje temos duas plataformas que têm reconhecimento nacional e internacional, uma na área da distribuição de viagens e turismo e outra na área da gestão de informação. Mas que o percurso foi feito de muitos projetos. Por exemplo: CUSCO, serviço de indexação em Portugal; o 1º serviço payperview em 1996; a digitalização da Casa da Música; a 1ª agência de viagens online em Portugal; Software da TV digital em Portugal; entre muitos outros mais.


Quais as principais lições que o tornam o dirigente que é hoje?
Que apesar de poder ser muito difícil, se consegue, com ética e honestidade, fazer negócio e sobreviver. Mesmo quando o contrário parece ser o padrão neste país.
Que só com muita resiliência se pode ser empresário e montar um projeto de continuidade.
Que apesar de todas as adversidades devemos perseguir o que acreditamos e sonhamos.


Quais os valores pelos quais se rege e que transmite às suas equipas?
Serviço ao cliente: desde sempre oferecemos serviços de continuidade. O foco é dar o conforto ao cliente para que possa dormir descansado e confiar que estamos a tomar conta dos seus serviços.
Só com um entendimento do negócio do cliente, podemos oferecer um bom serviço.
E que a pontualidade é um dever, não uma opção.


Se pudesse recuar no tempo, o que faria diferente?
Não sou de arrependimentos. Sempre assumi as minhas escolhas, mas uma opção radical seria ter ficado a trabalhar nos EUA.
No percurso da empresa, quando tivemos um crescimento muito rápido, teria gerido a equipa de forma muito diferente, com pessoas mais focadas no negócio e não tanto na tecnologia, implementado processos de controlo e report que responsabilizassem e motivassem melhor as pessoas.


Profissionalmente, como se vê daqui a 5 anos?
Gostaria de dizer que estaria mais tranquilo e com mais tempo livre, mas temo que os próximos 5 ou mais serão muito mais complicados que os últimos 5 que vivi.
Espero ter conseguido renovar a empresa, ter conseguido manter e capturar uma boa equipa e continuar a fazer a diferença.

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