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Eficiência e flexibilidade: gerir o talento de forma inovadora

28/06/2022

Conciliar a eficiência da organização com a flexibilidade pedida pelos colaboradores foi um dos motes do encontro de People & Management da AESE, feito a pensar nos Diretores de Pessoas e responsáveis pela gestão de talento.

Os convidados para este pequeno-almoço executivo sobre “Eficiência e flexibilidade: novas formas de gerir o talento” foram: Ana Rita Loução, HR and Organization Director da Tranquilidade, Leonor Barros, Head of Human Resources da Unicre, e Paulo Jesus, Head of Learning & Innovation da Jerónimo Martins.


Flexibilizar, precisa-se…
O processo de flexibilização intensificou-se genericamente com o contexto pandémico. O que antes era tido como exceção passou a ser uma necessidade, em qualquer setor.

Na Unicre, o que começou por ser um projeto piloto, consolidou-se com a modalidade de 3 dias de trabalho remoto e 2 presenciais.

No Grupo Jerónimo Martins, a flexibilização tem sido implementada tendo em conta a experiência do último ano e a heterogeneidade das pessoas e das funções desempenhadas. A equidade é uma perceção fundamental para o sucesso da organização e o bem-estar dos indivíduos. Atualmente, “os colaboradores pedem mais opções, autonomia e capacidade de decisão sobre o seu futuro”. O caminho incide em encontrar soluções tecnológicas para permitir a flexibilidade, no que respeita a mobilidade e as incumbências do dia a dia, com fito a “compaginar eficiência e flexibilidade”.


Expectativas das pessoas face às organizações e as respostas encontradas
A fusão entre a Tranquilidade e a Generali Seguros foi contemporânea à experiência das soluções encontradas em período de confinamento total e parcial. Ana Rita Loução deu conta de que a seguradora dispõe de ferramentas preparadas para o efeito e que importa saber como as pessoas podem aceder-lhes, garantindo assim a eficiência do negócio. “A organização do trabalho presencial e remoto é muito importante para gerar eficiência não só no trabalho, mas também nas relações entre colegas. A HR and Organization Diretor considera que hoje existem “desafios acrescidos na motivação das pessoas”; daí a aposta cada vez maior no processo matricial de gestão de equipas por projeto, ao invés do paradigma convencional de estruturação de acordo com uma chefia direta exclusiva.

Leonor Barros sublinhou o investimento feito pela Unicre no que se refere à disponibilidade tecnológica por parte dos colaboradores e a aplicação dos princípios de um mindset “agile e estendê-la a toda a organização”. A formação tem sido muito relevante para extravasar esta dinâmica para além da área das Tecnologias de Informação.

Para além das alavancas da tecnologia e da agilização de processos que o Grupo Jerónimo Martins tem considerado, Paulo Jesus sublinhou a relevância da formação e do report & analytics. Comunicação, empowerment e confiança são competências a serem melhoradas, sobretudo agora, com o trabalho remoto. O Head of Learning and Innovation destacou a aplicação dos reports & analytics utilizados com os clientes aos colaboradores, com o fito a “conhecer melhor” os clientes internos.


Aprendizagens, experiências e boas práticas para a gestão retenção e desenvolvimento de talento
“As pessoas estão cada vez mais exigentes”, desde a fase de on boarding, comentou Ana Rita Loução, para quem as lideranças são cruciais nos processos de transformação das organizações e das pessoas. É notória a mudança de uma liderança da gestão e controlo dos colaboradores, através da sua presença física no escritório, para uma dimensão em que o líder privilegia o foco no trabalho entregue. Para isso, “há que nos adaptarmos”. A diversidade e inclusão, e a sustentabilidade são os valores que os novos colaboradores procuram. O propósito na organização é um critério de eleição do projeto de trabalho seguinte, na medida em que há um desejo patente de “contribuir para uma sociedade melhor”.

“A adaptação tem que existir sob risco de perdermos talento”, concordou Leonor Barros. Responder às solicitações que os segmentos mais jovens exigem, em matéria de “celeridade, flexibilidade, benefícios e desenvolvimento pessoal e profissional”. A formação configura-se como uma componente vital. A Unicre desenvolve anualmente um estudo de clima organizacional, com o intuito de ir ao encontro das expectativas dos colaboradores.

Para Paulo Jesus, “temos de conseguir trazer projetos de outras áreas da empresa para a gestão das pessoas”, a fim de haver mais capacidade do grupo na gestão das motivações e das expectativas. A formação também é vista como um pilar na gestão das pessoas na Jerónimo Martins, uma vez que também se “compete por talento”.


No final do evento, a assistência colocou as suas perguntas aos oradores, que responderam com casos reais e ilustrativos das Boas Práticas implementadas nos diferentes setores de atividade que representam.



Encontros AESE de People & Management
O People & Management é um breakfast presencial para dirigentes de recursos humanos. Nestes encontros, dirigentes de várias organizações debatem novas formas de gerir o talento nas organizações.