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AESE insight #63 > Thinking ahead

Uma escola que fala a linguagem da sustentabilidade

Cátia Sá Guerreiro

Professora de Fator Humano na Organização, Diretora Programa de Gestão das Organizações Sociais (GOS) e do OSA – Liderança no Feminino

Desde que abriu portas, em 1980, a AESE Business School tem integrado os diferentes pilares da sustentabilidade nos programas de formação avançada. Desta forma, mais do que adaptar a atual oferta formativa às exigências do presente e futuro, a instituição está a aprofundar um trabalho com passado e provas dadas.

“Aquilo que continuamos a promover é a ideia de que vale a pena investir nestes processos de sustentabilidade. Mas os gestores e líderes, em primeiro lugar, têm de acreditar nisto. O mindset tem de estar centrado nisto. Se acreditarem, e se o conseguirem transmitir por opções concretas, as pessoas das suas organizações também vão acreditar”, resume a diretora do Programa Gestão das Organizações Sociais da AESE Business School, Cátia Sá Guerreiro.

A missão da AESE Business School nesta matéria passa por contribuir para que se vença esta cultura, numa perspetiva de que os resultados serão percecionados a médio e longo prazo. Assume-se que, apesar de a sustentabilidade ser já parte integrante da agenda das organizações dos mais variados setores de atividade, é ainda um desafio como forma de estar e de ser dessas mesmas organizações.

Olhando especificamente para a forma como a AESE tem assumido os desafios ESG na sua vivência interna e na proposta formativa que faz no mercado, conclui-se que se no campo Ambiental há uma componente de novidade, a que a AESE Business School tem respondido nas diversas áreas – sobretudo na área académica de Operações, Tecnologia e Inovação, com particular foco nas questões de energia e materiais – as vertentes Governance e Social integram a identidade académica desde a origem da escola.

A governança é, historicamente, uma temática transversal aos conteúdos programáticos da mais antiga escola de negócios de Portugal. Dos três pilares do conceito de ESG, é o mais desafiante e o que aparentemente se vê menos. Faz parte da identidade da escola trabalhar a liderança numa ótica de sustentabilidade, integrando a ética de forma transversal aos processos de liderança e desenvolvimento pessoal dos dirigentes. Desde sempre são academicamente promovidos modelos de governança e relações humanas que possam ser promotores de sustentabilidade. Esta filosofia, este carisma, esta forma de estar que são transmitidas nas aulas esteve e está sempre subjacente, desde as aulas de Políticas de Empresa às de Comportamento Humano na Organização.

Por outro lado, considerando o conceito de responsabilidade social interna, a abordagem centrada na pessoa que é própria da aposta pedagógica da AESE e das escolas da rede, é parte do seu modo de ser empresa – não o foco no lucro por si só, mas num propósito de existência que permanece no tempo. Ora este propósito integra modelos de governança sustentáveis, ética, de responsabilidade social que são transmitidos a todos os que procuram a AESE Business School no desafio da formação.

A atual oferta formativa desta Business School estende-se aos diversos setores de atividade, permitindo dinâmicas intersectoriais promotoras, por exemplo, de iniciativas no âmbito da responsabilidade social corporativa. Incluída nos programas setoriais, a escola dispõe de formação dirigida a entidades do setor de economia social, numa perspetiva de capacitação dos líderes destas entidades para uma melhor e mais eficiente gestão. Tem sido possível, numa dinâmica interna de rede, que alunos pertencentes aos quadros de empresas lucrativas possam participar em programas de voluntariado de competências desenvolvidos em entidades do terceiro setor. Ou seja, disponibilizam o seu know-how a organizações do setor social, criando-se novas redes. Assim, a AESE Business School é promotora de dinâmicas entre o setor lucrativo e o setor social, numa perspetiva win-win. A economia social ganha, por exemplo, apoio ao nível da gestão financeira, planos de comunicação e marketing, planos de negócio, entre outros, e as empresas assumem desafios de responsabilidade social externa.

Aceitar promover estratégias ESG é encarado pela AESE Business School como uma aposta na competitividade. As empresas que olham para os temas ESG como uma realidade operacionalizável fazem-no porque vale a pena, porque é o melhor para nós e para os outros e isso torna-nos mais competitivos. O foco da competitividade passa a ser, mais que os resultados obtidos pelo exercício empresarial, o melhor. Porém, o melhor nem sempre é o mais impactante no imediato. O perfil do cliente também mudou. O cliente e os públicos, hoje em dia, já não querem apenas o bom, querem o melhor, seja nos produtos e serviços, seja nas práticas e na missão das organizações. Ser competitivo passa também por aceitar e concretizar estes desafios de mudança paradigmática em que o que é melhor e o que vale a pena se tornam decisivos,

No fundo, a AESE Business School tem como objetivo final a promoção de lideranças com propósito, sentido e uma missão que se concretiza com o tempo e que se preocupa com a pessoa. É a linguagem da instituição e é a linguagem da sustentabilidade.

Programas à medida
Além do Executive MBA, dos Programas Executivos, Setoriais e de curta duração, em que os temas ESG são abordados transversalmente nas diversas áreas académicas, a AESE Business School organiza seminários, onde a sustentabilidade e os desafios ESG surgem como temas de agenda. Paralelamente, a pedido de empresas, podem ser desenvolvidas ofertas formativas adaptadas, capazes de responder a desafios específicos das organizações.


Artigo publicado na Executive Digest

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